O que é afta?
Afta (ou estomatite aftosa) caracteriza-se por áreas de erosão (com rompimento do tecido epitelial e exposição do tecido conjuntivo) em qualquer local da cavidade bucal. Geralmente ocasiona reação inflamatória de intensidade leve ou moderada associada à dor, por expor o tecido conjuntivo (e suas terminações nervosas) em contato direto com o meio bucal.
Como aparecem as aftas?
Normalmente, antes de surgirem na boca, apresentam ardência, coceira e uma pequena área avermelhada na região afetada. Nesse local, surge a ferida (úlcera) recoberta por uma mancha esbranquiçada. Elas costumam aparecer nos lábios, na bochecha, língua e raramente na garganta. Essas lesões permanecem por cerca de dez dias e não deixam cicatriz. Em geral, o período de maior desconforto é nos três primeiros dias. Eventualmente, podem aparecer gânglios no pescoço (“ínguas”), cansaço e até febre.
Qual a duração de uma afta?
Geralmente a lesão regride de uma a duas semanas.
Quais são as causas?
Ainda não se sabe exatamente o que provoca o aparecimento das aftas. Entretanto, alguns fatores, isolados ou em conjunto, podem ser determinantes: pequenos machucados decorrentes de acidentes ou escovação excessiva podem criar ambiente propício ao aparecimento das aftas. Além disso, um sistema imunológico debilitado, carência de vitamina B12, reações alérgicas às bactérias bucais, doenças inflamatórias do sistema digestivo e até o estresse emocional podem contribuir para o surgimento das aftas.
Tenho aftas recorrentes, o que posso fazer para preveni-las?
Quando o paciente tem tendência ao desenvolvimento da afta, recomenda-se que ele adote medidas adequadas de higiene bucal, bem como evite o consumo de alimentos que possam desencadear a doença. O consumo de alimentos com vitamina C e do complexo B previnem contra o aparecimento das lesões aftosas.
Colocar bicarbonato na afta ajuda a cicatrizar a lesão?
O bicarbonato de sódio serve para diminuir a dor, já que destrói as células nervosas responsáveis por ela; porém, essa receitinha caseira faz a afta demorar ainda mais para desaparecer, por causa da destruição dos tecidos normais da mucosa.
Qual o tratamento?
As aftas pequenas geralmente não precisam de tratamento e desaparecem em até duas semanas. Se houver muita dor ou dificuldade para deglutir, pode-se recorrer a tratamentos sintomáticos, como os bochechos com medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, assim como à aplicação de pomadas para uso oral (orabase) com analgésicos. Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de anti-inflamatórios sistêmicos (como os corticoides) ou medicamentos para reduzir a acidez estomacal. O raio laser ameniza a dor de forma imediata. Este é aplicado em consultórios odontológicos e, apesar de ser uma técnica nova, vem se mostrando funcional, pois, além de praticamente sanar a dor, não tem contraindicações.
Você já deve ter se perguntado o que deve ou não comer para evitar cáries. Eis algumas informações sobre esta questão que você deve saber:
Os alimentos mais cariogênicos são os que apresentam açúcar na sua composição: os doces, as balas, os caramelos, os chocolates, os chicletes e os refrigerantes são alguns exemplos. Todos estes alimentos podem ser consumidos, mas de maneira racional, isto é, junto às principais refeições, seguidos da escovação.
A frequência com que se come o açúcar é muito importante: quando você ingere açúcar, os seus dentes ficam expostos aos ácidos, que desmineralizam o dente, durante aproximadamente 20 minutos até que a saliva consiga neutralizá-los.
Por outro lado, existem alimentos como o queijo e o leite que são considerados protetores dos dentes. Eles apresentam alto conteúdo de cálcio e fosfatos, que protegem o dente contra a desmineralização. Estudos recentes mostraram que após o cozimento, o arroz e o feijão retêm uma boa quantidade de flúor na saliva, protegendo os dentes contra as cáries. Os alimentos mais duros (maçã e cenoura, por exemplo) são importantes, pois promovem a limpeza dos dentes durante a mastigação. Castanhas, nozes, avelã, amendoins, frutas, legumes, verduras e frutos do mar também fazem parte desse grupo. Existe ainda um açúcar especial chamado Xilitol que tem a capacidade de bloquear a atuação das bactérias que causam as cáries.
Fique atento: existem alguns alimentos que escondem o açúcar na sua composição, como a mostarda e o ketchup. O açúcar também pode estar presente em medicamentos líquidos e xaroposos, portanto, após ingeri-los, é preciso higienizar. A ingestão de farináceos e salgadinhos, principalmente entre as refeições, é um hábito considerado pouco saudável, quando se pensa em prevenção da doença e, portanto, deve ser evitado. Alimentos como o mel e o açúcar mascavo são ricos em açúcares facilmente transformados em ácidos pelas bactérias cariogênicas. O hábito de adoçar alimentos ou lambuzar a chupeta com mel pode provocar lesões de cárie, por isso, deve ser evitado.
Qual a importância da amamentação? A amamentação tem sido incentivada por ser o leite materno não só o alimento mais completo e digestivo para crianças de até um ano de idade, como também por ter ação imunizante, protegendo-as de diversas doenças. Crianças aleitadas ao peito têm melhor desenvolvimento mental e maior equilíbrio emocional.
Qual a influência da amamentação no desenvolvimento dental e facial do meu filho?
Quando a criança é amamentada, não está só sendo alimentada, como também fazendo um exercício físico importante para desenvolver sua ossatura e musculatura bucal.
Ao nascer, o bebê tem o maxilar inferior muito pequeno, que irá alcançar equilíbrio no tamanho em relação ao maxilar superior tendo seu crescimento estimulado pela sucção do peito.
Toda a musculatura bucal é desenvolvida, músculos externos e internos, que, solicitados, desenvolvem os ossos. Além disso, maxilares melhor desenvolvidos propiciarão um melhor alinhamento da dentição, diminuindo a necessidade futura do uso de aparelhos ortodônticos. Músculos firmes ajudarão na fala. Durante a amamentação, aprende-se respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalites, pneumonias, entre outras doenças. Quando a criança respira pela boca, os dentes ressecados ficam mais expostos à cárie e as gengivas ficam inflamadas, os maxilares tendem a sofrer deformações e os dentes, a ficar "encavalados", aumentando também o processo de cárie.
Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação prepara a criança para a mastigação. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães de que o que os habituou a isso foi o uso prolongado da mamadeira.
Por que não devo usar a mamadeira?
Não podemos comparar a mamadeira ao peito. O leite flui com muita facilidade pelo bico da mamadeira, o que facilita a amamentação e não serve como exercício para a criança. Como em qualquer atividade física, a amamentação exige fôlego da criança, estimulando a respiração. Como a boca da criança está ocupada em sugar, o nariz é utilizado. Além de a mamadeira não estimular o crescimento correto da face podendo deixá-la desproporcional, a fala, a respiração e a dentição também podem ser prejudicadas. A mamadeira costuma tomar-se uma companheira para a criança ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que requeiram mastigação.
Por que meu filho prefere a mamadeira ao peito?
A preferência do nenê pela mamadeira vem da facilidade com a qual ele ganha o leite, principalmente quando este flui por um furo generoso no bico.
Qual a melhor mamadeira?
Se não for possível amamentar, mamadeiras ortodônticas com bicos anatômicos são as mais indicadas, e, que não possuam um furo muito grande no bico. Entretanto, a mamadeira não deve ser usada por longos períodos de tempo, sendo substituída pelo copo assim que possível (por volta dos 6 meses).
Não esqueça: A primeira consulta odontológica de uma criança deve ser antes do nascimento de seu primeiro dentinho; nesse primeiro encontro, o dentista orienta a respeito da higienização, dieta e como proceder quando os dentes começarem a irromper e a incomodar o bebê.
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Qualquer pessoa pode tomar anestesia?
Antes de uma pessoa ser anestesiada, ela deve responder a um breve questionário de saúde, padronizado pela ASA (Sociedade Americana de Anestesiologia), que determina o risco anestésico e cirúrgico. Com base nas respostas dadas, o profissional terá condições de informar se ela está apta a submeter-se a tratamento odontológico com anestesia. Mas, para seu conforto, já lhe adianto que esse procedimento é muito seguro e que a variedade de medicamentos disponíveis proporciona muita confiabilidade.
Existe contraindicação?
Sim, e ela pode estar relacionada ao agente anestésico ou ao vasoconstritor. Com relação ao vasoconstritor, os pacientes com pressão alta não tratada ou não controlada, doenças cardíacas graves, diabetes mellitus não controlada, hipertireoidismo, feocromocitoma, sensibilidade aos sulfitos e usuários de antidepressivos tricíclicos, compostos fenotiazínicos, cocaína e “crack”, têm limitações no uso de anestésicos.
Uma pessoa com 70 anos também pode tomar anestesia?
Com o passar da idade, muitas alterações podem aparecer e podem contraindicar ou não o procedimento. Como foi explicado no item acima, se o paciente apresentar algumas dessas alterações, o uso do anestésico pode estar temporariamente contraindicado. Nesse caso, o paciente é encaminhado ao profissional médico especializado e, após a sua liberação, o procedimento de anestesia é realizado.
Gestantes podem tomar anestesia?
Sim, o estado de gravidez não contraindica o procedimento anestésico. Porém, se for possível, é aconselhável o uso da anestesia entre o terceiro e o sexto mês de gestação.
Existe o risco de choque anafilático?
Sim, porém é muito pequeno, uma vez que as respostas ao questionário de saúde orientam o profissional sobre o possível risco de choque anafilático.
Quais são os tipos de anestesia usados?
De uma maneira bem abrangente, a anestesia pode ser local ou geral. A anestesia local é administrada pelo cirurgião-dentista no próprio consultório. A geral deve ser feita pelo médico anestesista em hospital ou clínicas apropriadas.
O que é sedação consciente?
É um procedimento realizado pelo cirurgião-dentista e pelo médico anestesista, a fim de proporcionar maior conforto ao paciente, em casos de pacientes ansiosos ou com medo de ir ao dentista. Esse procedimento é realizado combinando-se a ação do anestesista (através de medicamentos relaxantes) com a do cirurgião-dentista (por meio de anestésicos locais), proporcionando conforto e eficiência anestésica em grandes procedimentos ambulatoriais.
Por que, às vezes, a anestesia demora mais para passar?
Provavelmente devido ao tipo de tratamento realizado. O profissional irá escolher o tipo de técnica, a quantidade e o medicamento. Nesse caso, quando o procedimento é simples, geralmente a anestesia passa rapidamente, ao contrário do que acontece em procedimentos longos, nos quais o profissional necessita de injetar maior quantidade de anestésico.
Qual é a quantidade máxima de anestésico que se pode tomar?
Geralmente, os medicamentos são feitos para, em média, serem administrados 10 tubetes de anestésico em dose de segurança. Deve-se lembrar que o medicamento é composto pelo agente anestésico e pelo vasoconstritor. Em alguns casos em que está contraindicado ou restrito o uso do vasoconstritor, a quantidade deve ser diminuída.
Como eu posso tomar uma anestesia sem dor?
Quando se pensa em anestesia, a primeira lembrança é o desconforto devido à picada da agulha, mas isso não mais ocorre. Hoje, com os cuidados pré-anestésicos que envolvem desde a utilização de medicamentos tranquilizantes até o uso de anestésicos tópicos fortes, o incômodo do procedimento de anestesia diminuiu muito, chegando a não ser notado, dependendo da relação de confiança entre o paciente e o profissional.
Fonte: Revista da APCD
O que é ATM?
ATM é a abreviatura de "Articulaçáo TemporoMandibular". Essa articulação situa-se logo à frente do ouvido e é responsável pelos movimentos executados pela mandibula.
Qual é a principal característica de um paciente que tem problemas de ATM?
O principal indicativo de uma alteração na ATM é o estalido (clique), normalmente acompanhado de dor que se manifesta na cabeça, face, pescoço, olhos e dentes. A ausência de dor não é sinal de normalidade. O estalido (clique), por si só, já traduz problemas nas ATMS.
Quais as principais causas dos problemas de ATMs?
Toda e qualquer doença necessita de mais de um fator para a sua ocorrência. O fator principal deve ser acompanhado dos fatores que contribuem, modificam ou perpetuam a doença. No caso da disfunção das ATMs", acredita-se que o fator principal seja a inaloclusão (relacionamento inadequado entre os dentes da maxila e mandíbula), sendo o "stress", os hábitos parafuncionais e algumas doenças sistêmicas ou hormonais capazes de contribuir, modificar ou perpetuar o seu aparecimento. Contudo, sabe-se que a ordem dos fatores principais e secundários pode alterar-se, havendo diferentes pesos no julgamento de quem é o agente iniciador da disfunção.
Por que acontece o estalido (clique) nas ATMs?
Entre as faces articulares dos ossos que compõem as AM (osso temporal e côndilo da mandíbula), existe uma estrutura fibrocartilaginosa chamada disco articular, cujas principais funções são amortecer e amoldar as superfícies ósseas incongruentes da articulação, evitando traumas e desgastes prematuros.
Quando o disco articular se desloca de sua posição fisiológica, acontece o estalido (clique), notado nos movimentos mandibulares, tais como: falar, mastigar, cantar, bocejar etc.
Por que o problema de ATM pode causar dor de cabeça?
As dores de cabeça provenientes das disfunções de ATM em geral, não são propriamente de cabeça: são dores nos músculos que envolvem a cabeça.
Posições posturais viciosas, relacionamento dental inadequado, apertamento e/ou ranger de dentes, associados ao "stress", normalmente culminam em quadros crônicos de dores nos músculos da face, da cabeça e do pescoço.
Por que o problema de ATM pode causar dor de ouvido?
A proximidade entre a ATM e o ouvido pode ocasionalmente confundir o paciente sobre o local de origem da dor. Na realidade, a dor de ouvido é diferente da dor de ATM. Como diagnóstico diferencial, as disfunções das ATMs não manifestam febre, não eliminam secreção pelos ouvidos e não são acompanhadas por quadros infecciosos das vias aéreas superiores.
Existe relação entre dentes e ATM?
Sim. O "encaixe dental" (oclusão) é responsável pela posição do côndilo (cabeça da mandíbula) dentro da articulação. Ocluir os dentes mais para a frente, para trás ou para os lados traz consequências para as ATMs. O ideal é que a oclusão tenha um relacionamento adequado, para manter côndilo e disco articular harmônicos e bem posicionados entre si, a fim de que a articulação seja saudável.
Qual é o tratamento indicado?
Promover uma oclusão dentária que permita um bom relacionamento entre as estruturas da ATM e remover os fatores que possam estar associados ao problema.
Quais são as consequências do não-tratamento?
A disfunção temporomandibular é uma doença que, depois de instalada, é quase sempre progressiva. O que não se consegue determinar com exatidão é a sua velocidade de progressão e as suas consequências. Portanto, o ideal é o tratamento precoce, que certamente proporciona melhores soluções e resultados.
Fonte: Revista da APCD
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O que é boca seca?
Boca seca (xerostomia) significa que você não produz saliva o suficiente para manter sua boca úmida. Todos podemos ter a boca seca, vez ou outra, especialmente se estamos apreensivos, tristes ou sob estresse. Mas se você tem a boca seca sempre ou a maior parte do tempo, isto pode ser desconfortável, causando problemas de saúde mais sérios ou ainda indicar a existência de uma doença mais grave. Isto porque a saliva faz mais do que simplesmente manter a boca úmida - ela ajuda a digerir o alimento, proteger os dentes das cáries, prevenir infecções ao controlar as bactérias da boca e tornar possível a mastigação e a deglutição.
Quais as causas da boca seca?
Há várias razões que levam as glândulas que produzem saliva, chamadas de glândulas salivares, não funcionarem adequadamente. São elas:
Como saber se tenho boca seca?
Todos temos a boca seca de vez em quando. Mas, quando esta sensação persiste, você pode estar com um problema na produção de saliva. Os sintomas de boca seca incluem:
Quais os problemas que a diminuição da saliva pode causar?
A diminuição na produção salivar pode provocar inúmeros problemas como:
Como tratar a boca seca?
A única maneira definitiva de curar a boca seca é tratando sua causa. Se o seu problema é resultado de medicação, seu médico poderá mudar sua prescrição ou dosagem. Se suas glândulas salivares não funcionam normalmente, mas ainda produzem alguma saliva, seu médico poderá lhe dar um medicamento que ajude as glândulas a funcionarem melhor.
Se a causa de sua boca estar seca não puder ser eliminada você poderá restaurar a umidade de sua boca de diversas maneiras. Seu dentista pode recomendar hidratantes bucais, como substitutos de saliva. Enxagues com soluções bucais especialmente formuladas para diminuir a secura também podem aliviar o problema. Além disso, algumas dicas adicionais podem aliviar os sintomas de boca seca:
Retome sua qualidade de vida, agende logo sua consulta!
Se você acorda e os músculos da sua mandíbula estão doloridos ou se está com dor de cabeça, você pode estar sofrendo de bruxismo. Tire suas dúvidas.
O que é bruxismo?
Bruxismo é uma desordem funcional que se caracteriza pelo ranger ou apertar dos dentes durante o sono.
Como saber se tenho Bruxismo?
Para muitas pessoas, o bruxismo é um hábito inconsciente. Algumas pessoas podem nem mesmo perceber que estão fazendo isto, até que alguém comente que elas produzem um horrível som de ranger de dentes enquanto estão dormindo. Outras pessoas descobrem ao fazer um exame dental rotineiro quando é detectado que seus dentes estão desgastados ou o esmalte deles está rachado. Outros potenciais sinais de bruxismo incluem dor na face, na cabeça, no pescoço e ouvidos, estalidos nas articulações, travamento das articulações temporomandibulares, inchaço da face, maxilares doloridos. Seu dentista é capaz de fazer um diagnóstico preciso e determinar se a origem da dor facial é causada por bruxismo.
Qual a causa? Possivelmente, a disfunção está ligada a fatores genéticos, a situações de estresse, tensão, ansiedade, como também a problemas físicos de oclusão ou fechamento inadequado da boca, por exemplo. A frequência e a severidade do ranger dos dentes pode variar a cada noite, dependendo do estado emocional do doente.
Quais as consequências?
O esmalte dentário é o primeiro a receber os danos do bruxismo, causando assim o desgaste anormal dos dentes. Nos casos mais graves, podem ocorrer também problemas ósseos e na gengiva. Em dentes mais frágeis, sejam eles cariados ou tratados, a fricção pode provocar quebra e fissuras. As dores de cabeça tensionais são comuns nos portadores de bruxismo. Elas surgem por contração excessiva dos músculos da mastigação, podendo atingir rosto, pescoço, ouvido e até ombros. Outro problema decorrente do bruxismo é dor na articulação temporomandibular (localizada no osso do crânio e mandíbula). Esta também pode sofrer estalos, travamento, restringir a abertura da boca e desviar para o lado ao abrir e fechar.
Qual o tratamento?
O primeiro passo é reconhecer o problema e tentar achar suas causas no dia-a-dia. A terapia mais empregada atualmente para o alívio dos sinais e sintomas da articulação temporomandibular associada ao bruxismo é a utilização de placas interoclusais flexíveis de silicone ou as placas rígidas de acrílico, moldadas segundo o formato da arcada dentária do paciente. Elas ajudam a restringir os movimentos dos músculos mastigatórios e a reduzir o atrito que provoca o desgaste e o abalo dos dentes. Outro passo importante é diminuir a tensão psicológica. Isto pode ser feito mediante a prática de esportes e exercícios de relaxamento. Já os distúrbios psiquiátricos como depressão e ansiedade devem ser aliviados e medicados, se necessário, através da psicoterapia. Hábitos como mascar chicletes, morder ou apertar objetos devem ser considerados como um vício concomitante do bruxismo e, portanto, eliminados durante o tratamento. O portador de bruxismo deve visitar constantemente o dentista para que seja acompanhado pelo profissional.
Recomendações
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Segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer, a incidência de câncer de boca ocupa o 5º lugar entre o sexo masculino e o 8º entre o sexo feminino. A maioria desses casos são diagnosticados tardiamente, o que leva a um alto índice de mortalidade. Quando descoberto e tratado no início o câncer de boca tem cura, e é facilmente tratado.
O que é o câncer bucal?
É um tipo de câncer que geralmente ocorre nos lábios (mais frequentemente no lábio inferior), dentro da boca, na parte posterior da garganta, nas amígdalas ou nas glândulas salivares.
Quais os fatores de risco mais comuns associados ao câncer da boca?
Quais os sintomas deste tipo de câncer?
O principal sintoma deste tipo de câncer é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em 2/3 semanas. Outros sintomas são ulcerações superficiais, com menos de 2 cm de diâmetro, indolores (podendo sangrar ou não) e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. Dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical (caroço no pescoço) são alguns dos sinais de câncer de boca em estágio avançado.
Como posso evitar o câncer de boca?
A prevenção do câncer de boca se dá por hábitos do dia a dia: pare de fumar, evite bebidas alcoólicas, proteja-se dos raios do sol (boné, chapéu, protetor solar), cuide da higiene oral e elimine fatores traumáticos na boca (próteses mal adaptadas, dentes tortos, cáries, restos dentários), alimente-se de maneira saudável, execute o auto-exame periodicamente, faça uma consulta odontológica de controle a cada ano.
O auto-exame previne a doença?
O auto-exame da boca é uma técnica simples que a própria pessoa faz para conhecer a estrutura normal da boca e, assim, identificar possíveis anormalidades, como mudanças na aparência dos lábios e da parte interna da boca, endurecimentos, caroços, feridas e inchações. Entretanto, esse exame não substitui o exame clínico realizado por profissional de saúde treinado. Para a realização do auto-exame são necessários um espelho e um ambiente bem iluminado. Mesmo que não encontre nenhuma alteração, é importante a consulta regular ao dentista para exame clínico da boca.
Essa lesão tumoral é muito semelhante a uma afta. Como o observador desavisado pode diferenciá-la da afta vulgar, muito comum na população?
Geralmente, as lesões iniciais do câncer têm a borda mais endurecida do que as aftas. Outro fator a considerar é o tempo. A afta costuma ser um processo autolimitado. Depois de uma ou duas semanas, deve cicatrizar. No caso de um câncer inicial de boca, a lesão só tende a crescer e, se não regredir com medidas terapêuticas convencionais, como a aplicação de um colutório, a pessoa deve procurar um médico para fazer biópsia.
Como se trata o câncer bucal?
Depois do diagnóstico, uma equipe de especialistas (que inclui um cirurgião dentista) desenvolve um plano de tratamento especial para cada paciente que pode incluir cirurgia associada ou não a radioterapia e quimioterapia. É essencial entrar em contato com um profissional que esteja familiarizado com as mudanças produzidas na boca por essas terapias.
Que efeitos colaterais a radioterapia produz na boca?
Quando a radioterapia é usada na área de cabeça e pescoço, muitas pessoas experimentam irritação ou ressecamento da boca, dificuldade de deglutir e perda do paladar. A radiação também aumenta o risco de cáries e, por isso, é muito mais importante cuidar bem da boca e da garganta neste período.
Converse com seu dentista e seu médico oncologista sobre os problemas bucais que você possa ter durante ou depois do tratamento. Antes de começar a radioterapia, não se esqueça de discutir com seu dentista os possíveis efeitos colaterais e a forma de evitá-los.
Como manter a saúde bucal durante a terapia?
Use uma escova macia depois das refeições e fio dental diariamente. Evite condimentos e alimentos ásperos como vegetais crus, nozes e biscoitos secos. Evite o fumo e o álcool. Antes de começar a radioterapia, consulte seu dentista e faça uma revisão completa dos seus dentes e peça ao dentista para conversar com seu oncologista.
Como é feito o clareamento a laser?
Um gel clareador à base de peróxido de hidrogênio com uma concentração maior é aplicado pelo dentista, sobre a superfície externa do dente e ativado por um tipo de laser liberando moléculas de oxigênio e assim promovendo o clareamento. Vantagens: Ideal para quem tem pouco tempo e exige resultados rápidos ou não se sente confortável para realizar o tratamento caseiro. Desvantagens: maior custo, menor controle da sensibilidade após o procedimento.
Qual o tempo que se leva para fazer um clareamento a laser? De 2 a 3 sessões de clareamento a laser.
Como é feito o clareamento caseiro?
O clareamento caseiro é feito através da utilização de moldeiras com um gel oxidante fraco, para usar diariamente em casa (1 a 2 horas). Duração média de 2 a 3 semanas. Vantagens: técnica simples e fácil, menor custo, agentes clareadores de baixa concentração, pode ser empregado em vários dentes simultaneamente. Desvantagens: como a aplicação do agente é feita pelo paciente, a evolução do tratamento dependerá do mesmo.
O laser dá um resultado melhor?
Nem sempre. Esse tipo de luz fornece uma fonte de calor que acelera reação química do peróxido de hidrogênio. Mas alguns estudos recentes mostram que o clareamento com e sem ela tem um resultado muito parecido. Na verdade, quem faz o trabalho de clarear os dentes de forma mais rápida, num único dia, é o peróxido de hidrogênio formulado numa concentração mais alta do que o peróxido de carbamida, a substância utilizada em casa. Por isso mesmo, ele só pode ser aplicado no consultório sob a orientação do dentista para evitar queimadura nas gengivas.
É possível fazer uma associação de técnicas?
Neste tipo de tratamento, há a combinação das melhores características do clareamento em consultório a laser e do caseiro. É usado em pacientes que necessitam de resultados rápidos e que possam ter tido dificuldade utilizando apenas o clareamento caseiro. Inicialmente, é realizado um tratamento no consultório com um agente mais agressivo, como o peróxido de hidrogênio, durante 30 minutos, para produzir uma mudança inicial da cor. Posteriormente, prescreve-se a técnica caseira ao paciente para que se observe uma alteração gradual e a manutenção da cor.
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Quais as causas do escurecimento dental?
As principais causas de alteração de cor dos dentes são traumatismos (quedas, acidentes), tratamento de canal inadequado e alguns tipos de materiais restauradores (como o amálgama de prata).
Clareamento Interno
Em casos de escurecimento de dente tratado com canal ou não vital, a recuperação estética pode ser feita através da técnica do clareamento interno.
Como funciona o clareamento interno?
O tratamento de clareamento interno é composto por sessões que consistem em acessar o interior do dente pela mesma abertura realizada na ocasião do tratamento do canal e introduzir agentes clareadores que agem basicamente na liberação de oxigênio. São feitas trocas desses agentes até que se obtenha a cor desejada.
Em todos os casos teremos sucesso no tratamento?
É comum um dente com mau prognóstico apresentar, no decorrer do tratamento, resultados surpreendentemente positivos, mas alguns casos se mostram resistentes ao clareamento.
O Clareamento Interno enfraquece o dente?
Quando executado de forma adequada, não enfraquece os dentes.
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Atualmente há uma maior exigência pela aparência física e neste sentido o sorriso de uma pessoa é o seu cartão de visita, desempenhando uma influência marcante. Consciente disso, a odontologia vem desenvolvendo e aprimorando técnicas com o objetivo de proporcionar as pessoas recursos para satisfazer suas expectativas estéticas. O Claremanento dental é uma ótima alternativa de tratamento estético na restauração da cor dos dentes escurecidos/ manchados
Por quê meus dentes são amarelados?
Existem várias causas: *Formação (os dentes podem ser naturamente amarelados ou acinzentados desde a erupção), *Idade (os dentes sofrem um processo de escurecimento fisiológico natural), *Alimentos com corantes (chá preto, café, vinhos tintos, bebidas a base de cola, etc),*Fumo,*Antibióticos (alguns tipos como a tetraciclina, podem causar manchas e escurecimento durante a fase de formação dos dentes),*Tratamentos endodônticos (tratamentos de canal podem alterar a cor natural dos dentes).
O que faz os dentes clarearem?
As moléculas dos géis oxidantes (liberadores de oxigênio) penetram no esmalte e dentina, liberando oxigênio que, por sua vez, "quebra" as moléculas dos pigmentos e estes no final do processo acabam sendo total ou parcialmente eliminados da estrutura dental.
Como é o processo?
Os dentes podem ser clareados usando géis ou pastas oxidantes (liberadores de oxigênio) através de 3 técnicas:
1. Clareamento dental no consultório a laser: o dentista isola os dentes para proteger de encostar o gel na gengiva e aplica um agente oxidante mais concentrado juntamente com o laser.
2. Clareamento dental em casa (doméstico): o paciente, sob a orientação do dentista, leva um gel oxidante menos concentrado, para usar diariamente em casa.
3. Combinação do clareamento dental a laser e caseiro
Quando o clareamento está contra indicado? Para crianças menores de 10 anos de idade, alérgicos a algum componente da fórmula do agente clareador, grávidas ou que estejam amamentando e pacientes incapazes de seguir as instruções corretamente.
Clareamento causa danos aos dentes?
Não. É um procedimento que não causa qualquer dano ou desgaste a estrutura do dente.
Posso fazer clareamento dental em casa sem a orientação de um profissional?
Não é recomendado porque os dentes têm características individuais e estas diferenças precisam ser consideradas na hora do tratamento, pois pode causar manchas, sensibilidade e se ultrapassar muito o tempo de uso do agente clareador haverá uma desnaturação da estrutura dentinária, provocando o enfraquecimento do elemento dental.
A mídia divulgou que o clareamento doméstico poderia potencializar o aparecimento do câncer. É verdade?
Essa informação não tem fundamento. Tanto que a FDA (Food and Drug Administration) e a ADA (American Dental Association) aprovam o uso de peróxidos em cremes dentais, que são usados indiscriminadamente pela população. Essas entidades também não desaprovam o uso de clareadores dentais, desde que supervisionado por dentistas.
Eles provocam danos à gengiva?
Não, desde que o paciente faça tratamento supervisionado e não use produtos vendidos pela TV ou em supermercados. O dentista confecciona uma moldeira individualizada que cobrirá somente a superfície dental, evitando, assim, que o agente clareador tenha contato direto e contínuo com a gengiva. Qualquer lesão e sensibilidade devem ser imediatamente comunicadas ao dentista
O clareamento dental altera as restaurações já existentes?
Não. O paciente, dependendo do clareamento alcançado, talvez tenha que trocar ou retocar as restaurações antigas, uma vez que parecerão mais escuras frente aos dentes clareados.
Clareamento Dental em fumantes é possível?
O ideal, no clareamento dental em fumantes, é que o paciente cesse o hábito antes do clareamento. Para aqueles que fumam poucos cigarros por dia, opta-se pelo clareamento dental caseiro, onde o paciente deve utilizar a moldeira quando fumar, para proteger o dente em clareamento, ou realizar o clareamento a laser, tendo o cuidado de não fumar nas próximas 72hs, lembrando que neste caso e durante o tratamento doméstico o dente está muito suscetível a manchas extrínsecas devido ao aumento de permeabilidade do esmalte durante o clareamento.
Clareamento dental deixa meus dentes sensíveis?
Pacientes com dentes muito sensíveis podem ter sensibilidade durante o procedimento, felizmente esta sensibilidade cessa em no máximo 48 horas sem qualquer dano permanente. Cremes dentais dessensibilizantes, podem ajudar a diminuir esta sensibilidade sendo utilizados dias antes do clareamento dental e também nos dias seguintes.
Posso comer de tudo?
Durante o clareamento devem ser evitados alimentos escuros ou com corante: café, shoyu, chá, chocolate, vinho tinto, Coca-Cola, mostarda, ketchup, molho de tomate, entre outros. O pigmento deles pode se depositar na dentina, manchando os dentes e atrapalhando o resultado.
O dente clareado pode escurecer novamente?
Sim. Mas nunca como era antes. Após 1 a 2 anos, pode haver a necessidade de manutenção.
As pastas dentais e os enxaguatórios bucais clareadores funcionam?
Não como um clareamento feito com a orientação de um profissional da área. Os cremes dentais, assim como os enxaguatórios bucais que prometem clarear os dentes, têm uma pequena quantidade de peróxido de carbamida, o ativo clareador. Mas a concentração é muito baixa para uma mudança significativa. As pastas de dentes com ação branqueadora costumam ser mais abrasivas - removem manchas superficiais e ajudam na manutenção do tratamento.
Não espere mais para fazer seu clareamento. Marque uma consulta!
Quando meu bebê começará a ter dentes?
A idade média normal para o nascimento dos dois primeiros dentes inferiores é por volta de seis meses de idade, seguido pelos dois superiores. Um atraso de mais de seis ou oito meses, ainda poderá ser considerado dentro dos padrões de normalidade. Também poderemos ter dentes de leite que nascem antes do prazo médio, ou seja, logo após o nascimento (dente natal), ou por volta de dois a três meses de idade (dente neonatal). Durante os próximos 18 a 24 meses, os outros dentes aparecem.
Quais os sintomas que poderão ocorrer quando nascerem os dentes de leite?
No nascimento dos dentes, poderão ocorrer alguns sintomas como: coceira e abaulamento da gengiva com o aumento da salivação, estado febril e até as fezes podem ficar mais liquidas. Para melhorar este desconforto podemos oferecer ao bebê alimentos mais duros e mordedores de borracha para massagear a gengiva.
Meu filho(a) ainda não tem dentes. Preciso higienizar a boca ainda assim?
Sim, antes do nascimento dos dentes do bebê, recomenda-se a limpeza das gengivas com gaze embebida em água filtrada, pelo menos uma vez ao dia.
Como devo higienizar os primeiros dentes?
Quando apenas os dentes da frente estiverem presentes a mãe pode usar dedeiras, gaze embebida com água. Assim que os dentes de trás nascem, a higienização com escova apropriada é imprescindível. O uso da pasta de dente é importante. Atualmente a recomendação é que o uso de creme dental convencional com flúor a partir da erupção dos primeiros molares decíduos (em torno de 14 meses), na quantidade equivalente a um grão de arroz, sob supervisão dos pais, entre uma a três vezes por dia, dependendo da disponibilidade dos pais. Antes desta idade, com a presença apenas dos dentes anteriores, a recomendação é que a limpeza seja feita com fralda ou gaze umedecida em água pura.
Quando devo levar meu bebê ao consultório?
Assim que nascerem os primeiros dentinhos. Afinal os dentinhos de leite precisam de cuidados, mesmo que seu bebê ainda só tome leite.
O que é cárie? É transmissível?
Cárie é uma doença causada por microorganismos que colonizam a placa bacteriana dos nossos dentes e que agem desmineralizando o esmalte dentário e assim formando cavidades nos dentes. Um dado que muitos pais não têm conhecimento é que a cárie é causada por bactérias e é transmissível. Como essa transmissão pode passar da mãe para o bebê, é preciso evitar qualquer contato da saliva materna no alimento do bebê como, por exemplo, assoprar a comida e experimentar a papinha diretamente da colher da criança.
O uso de antibiótico pode manchar os dentes de leite?
Sim, quando administrado durante a gestação em grande quantidade e longa duração, o antibiótico poderá levar a manchas nos dentes de leite (especialmente a tetraciclina). O mesmo pode acontecer com os dentes permanentes quando o antibiótico é administrado à criança logo após o nascimento.
O uso da mamadeira pode gerar cárie?
Quando apresentar um uso descontrolado e contínuo o uso da mamadeira após a erupção dos dentes poderá levar a ter cáries. O fato de adicionar outro componente, como açúcar, mel e cereais, leva a um aumento da possibilidade de cárie. Recomenda-se que a mamadeira noturna seja suspensa gradualmente, após erupção dos primeiros dentinhos, pois à noite existe uma diminuição da salivação e também do reflexo da deglutição que favorece a retenção do alimento junto ao dente. Caso haja dificuldade de fazê-lo, pode-se oferecer mamadeira com água pura.
O uso da chupeta ou mesmo chupar o dedo faz os dentes entortarem?
O hábito da chupeta ou sucção do dedo deverá ser interrompido por volta dos três anos de idade, quando a criança já está consciente de suas vontades e não requer mais a compensação de sugar, portanto devemos encoraja-la a deixar o hábito. Caso contrário à chupeta ou sucção do dedo levará a um desequilíbrio das arcadas dentárias e a má posição dos dentes.
As chupetas apresentam-se contaminadas por microrganismos?
Pesquisas sugerem que a utilização da chupeta se constitui em um meio efetivo para o transporte dos inúmeros microrganismos, patogênicos ou não, existentes na cavidade oral, os quais podem ocasionar o desenvolvimento de otite média, candidose, lesões de cárie, diarréia e parasitoses intestinais por contaminação fecal, entre outros. Apesar disso, as chupetas, na maior parte das vezes, não são desinfetadas após sua utilização, sendo apenas enxaguadas e secas.
Como desinfetar chupetas?
As chupetas devem ser desinfetadas antes da primeira utilização e, pelo menos 1 vez ao dia, após o seu uso. Para esse procedimento, deve-se lavar a chupeta após o uso, remover o excesso de água e borrifar um antimicrobiano, o gluconato de clorexidina a 0,12% ou algum outro agente antimicrobiano disponível no mercado como os enxaguatórios bucais, em toda a superfície do látex ou silicone do bico. Em seguida, a chupeta pode ser guardada no local de costume. Antes que a criança utilize novamente a chupeta, essa deverá ser lavada em água corrente. Como alternativa, sugerimos aos pais ou responsáveis submeter as chupetas, diariamente, à fervura em água por 15 minutos.
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Crianças pequenas podem ter cáries?
Sim, e com muita facilidade pelo fato das crianças não terem coordenação motora suficiente para realizar os movimentos corretos que irão limpar os seus dentes.
Se os dentes de leite vão cair, preciso me preocupar com eles?
Sim, pois estes dentes de leite serão importantes para o crescimento dos ossos faciais, proporcionando uma boa mastigação e deglutição, para a manutenção do espaço para a dentição permanente, dando condições a uma boa nutrição e, consequentemente, um bom desenvolvimento mental e psicossocial.
Com qual frequência devo levar meu filho ao dentista?
Crianças e adolescentes devem visitar o dentista a cada 6 meses para prevenir as cáries e outros problemas dentais.
Como posso evitar que meu filho tenha medo de ir ao dentista?
Para crianças menores a consulta é baseada principalmente em orientações aos pais e para a criança se familiarizar ao ambiente do consultório e conhecer tudo a respeito do tratamento dentário, pois o maior medo das crianças nesta fase é o medo do desconhecido. Quando ela passa a conhecer o ambiente do consultório e o dentista, o medo desaparece. Uma criança que nunca teve experiências negativas no consultório dentário, não desenvolverá o medo de dentista, a menos que este seja transmitido a ela. É muito importante que os pais não transmitam seus próprios medos aos filhos mesmo que involuntariamente, o que é muito comum, pois as crianças tem total confiança no que seus pais dizem as elas.
Qual a melhor escova pra criança? E em quanto tempo devo trocá-la?
Recomenda-se escovas de cerdas macias, cabeça compatível com a arcada dentária, cabo anatômico, boa empunhadura e poucas reentrâncias, evitando cabos com muitos desenhos e detalhes que possam acumular resíduos e bactérias. Deve-se trocar de escova a cada dois ou três meses, mas no caso de crianças pequenas (que às vezes mordem as cerdas e o cabo), o melhor é a troca mensal, ou sempre que as cerdas estiverem deformadas.
Como escovar?
Muitas crianças gostam de fazer as escovações sozinhas e é importante que esta independência seja respeitada. Mas um adulto deve refazer a limpeza pelo menos uma vez ao dia até que a criança esteja com aproximadamente 7 anos. Escove os dentes com movimentos leves, deixando a escova ligeiramente inclinada em relação à gengiva, fazendo movimentos de cima para baixo na arcada superior, de baixo para cima na arcada inferior e de “vai-e-vem” na superfície mastigatória dos dentes. Não se esqueça de escovar a língua para remover as bactérias que podem causar o mau hálito. Se a criança resistir à limpeza dos dentes, não a force ou repreenda. Converse e tenha paciência. Isso não será sempre assim. Peça à criança para beber um pouco de água para que a boca seja pelo menos lavada. Aos poucos ela vai aprender que deve cooperar.
Qual o creme dental mais indicado para crianças?
O creme dental merece atenção. Até os seis anos de idade, o ideal é usar cremes que não contenham flúor, já que as crianças engolem 30% a 70% dos cremes e o excesso de flúor pode causar manchas permanentes nos dentes, a chamada fluorose. Pelo mesmo motivo, devem ser evitadas os cremes com sabores artificiais. (Pastas sem flúor podem ser encontradas em farmácias de manipulação, em lojas especializadas na venda de produtos dentários e até em supermercados). Deve-se colocar uma pequena quantidade de pasta na escova – tamanho de um grão de ervilha.
Crianças precisam usar fio dental?
Os dentistas recomendam iniciar o uso de fio dental quando a criança estiver com os primeiros oito dentes. É importante usar o fio dental depois da escovação para retirar a placa e os restos de alimento que ficam entre um dente e outro. Use-o pelo menos uma vez ao dia.
Com que idade meu filho(a) pode começar a usar enxaguatórios bucais?
É só a partir dos três anos de idade que a criança começa a aprender como cuspir. Porém, os pais não devem se atentar apenas à idade para decidir introduzir o uso dos enxaguantes bucais. As habilidades e coordenação da criança devem ser levadas em conta, já que algumas têm maior dificuldade para cuspir o líquido. Caso haja a necessidade do uso de bochechos para crianças pequenas(consulte antes o dentista), os odontopediatras sugerem os produtos infantis aplicados com cotonete sobre a superfície dos dentes, assim, não há o risco de ingerir todo o líquido colocado na boca. Para os que já sabem cuspir, existem produtos que são especialmente desenvolvidos para crianças, já que o dos adultos contém uma alta concentração de flúor, mas também não devem ser engolidos pela criança.
Devo cortar o doce da alimentação do meu filho(a)?
Não é preciso cortar os doces da alimentação da criança, mas alguns cuidados devem ser tomados. Uma forma eficiente de combater as cáries é comer alimentos açucarados apenas durante as principais refeições, já que as crianças escovam os dentes depois. E nos intervalos, dê à criança alimentos não cariogênicos como as frutas, queijos e iogurtes não adoçados. Se a criança ingerir açúcar, especialmente mais pegajosos que ficam grudados no dentes como balas e caramelos, e não puder fazer a escovação depois, é recomendado fazer um bochecho com água para diminuir a ação do açúcar nos dentes.
No caso de traumatismo dental (bater a boca), qual procedimento deverá ser tomado?
Se a criança bater a boca, deverá procurar o dentista, para o exame e a radiografia da região atingida, fazendo uma avaliação do caso. Se houver fratura, guardar o fragmento em soro fisiológico, para tentar o procedimento clínico de colagem. Caso ocorra perda do dente, levar o mesmo, em soro fisiológico ou leite, ao odontopediatra, o mais rápido possível, onde será feita a avaliação do procedimento adequado.
O que devo fazer quando meu filho tiver um dente mole?
Por volta dos sete anos de idade os primeiros dentinhos da criança começam a cair e começa a fase das “janelinhas”. Isso acontece porque os dentes permanentes absorvem o cálcio existente nas raízes do dente de leite. E quando esses dentinhos perdem sua raiz, ficam moles e caem. As crianças, impacientes por natureza, e muitas vezes incentivados pelos pais, acabam querendo arrancar o dente assim que ele começa a amolecer. Porém, o natural é deixar que ele fique bem mole até cair sozinho. Caso o dente esteja difícil de cair naturalmente o dentista deve ser procurado para fazer a correta remoção, pois se este dente permanecer mais tempo que o necessário pode atrapalhar a erupção do permanente e causar problemas ortodônticos. Se sair muito sangue na hora que o dente cair, basta estancar o sangramento comprimindo a área com gaze ou algodão molhado com água fria.
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Quem não gosta de beijar não é mesmo? Mas cuidado na hora de sair distribuindo beijos por aí. Você sabia que muitas doenças podem ser transmitidas pela saliva durante o beijo na boca? Isto ocorre através da troca de bactérias e vírus causadores de doenças como gripe A, meningite, mononucleose, herpes, sífilis, hepatites A e B, rubéola, catapora, caxumba, sarampo, além de doenças bucais como cárie, gengivite e periodontite. Até hoje, se acreditava que a hepatite C era passada em transfusões de sangue, só que os cientistas identificaram traços do vírus da hepatite C na saliva humana. Pesquisadores da Universidade de Washington, em Seattle, que participaram da Interscience Conference on Antimicrobial Agents, em Chicago (EUA), advertiram a população do mundo inteiro que a hepatite C possivelmente é transmitida pelo beijo ou pela escova de dente. Entretanto, Basil Williams, do National Hepatitis C Resource Centre, na Grã-Bretanha, disse que são necessários mais estudos para determinar se é mesmo possível contrair o vírus pelo beijo. Não existe nenhum caso de contágio do vírus AIDS, pela saliva, registrado na literatura médica O beijo, apesar de ter troca de saliva, ainda não é uma forma comprovada de transmissão. A não ser que ambas as pessoas tenham lesões importantes na boca, e haja troca de sangue em quantidade suficiente.
Dica para tornar o beijo na boca mais saudável:
Uma boa higiene bucal através da escovação e uso do fio dental além de antisséptico bucal diminuem as chances da transmissão de doenças. Além disso, o beijo deve ser evitado na presença de feridas nos lábios, dentes mal cuidados, mau hálito, inflamação e sangramento gengival.
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A gravidez enfraquece os dentes?
Não, o dito popular “a cada gravidez se perde um dente” não é verdadeiro. A gravidez não enfraquece os dentes, pois o cálcio não é retirado dos dentes da mãe pelo feto. A gestante está mais sujeita a ter cáries porque come com mais frequência, geralmente dando preferência a alimentos que contêm açúcar, como bolachas e doces. Além disso, descuida da limpeza dos dentes.
As gengivas se inflamam com mais facilidade?
Não. As alterações hormonais que ocorrem na gravidez só aumentam os sinais de uma inflamação já existente na gengiva. Portanto, se no início da gravidez a gengiva estiver sadia e a limpeza adequada dos dentes for mantida durante este período, a gengiva não ficará inflamada. Por outro lado, pesquisas recentes mostram que gestantes com um tipo de doença de gengiva chamado de periodontite (além de a gengiva estar inflamada também o osso que suporta o dente é reabsorvido) têm maior chance de dar à luz a bebês prematuros e de baixo peso.
Posso tratar meus dentes durante a gravidez?
Pode sim. O ideal é realizar qualquer tratamento dentário antes da gravidez, mas caso haja necessidade, a melhor época para tal é o 2º trimestre (entre o 4º e o 6º mês). No 1º trimestre deve-se evitar o uso de medicamentos, pois o bebê ainda está se formando, e no 3º a mãe já está numa fase de ansiedade maior devido à proximidade do parto.
Existem riscos ao aplicar a anestesia local em gestantes?
Não, desde que o dentista conheça o efeito dos anestésicos e as alterações que ocorrem durante a gravidez. As gestantes podem apresentar uma elevação da pressão arterial e isso deve ser levado em conta. O dentista, juntamente com o ginecologista, deverá escolher o anestésico apropriado.
Posso tirar radiografias odontológicas durante a gravidez?
As radiografias auxiliam o dentista a detectar cáries ou outros diagnósticos mais complicados e, dependendo da necessidade, podem ser feitas. O seu dentista saberá a melhor hora de fazê-las (ou não fazê-las) e a importância das mesmas. Vale lembrar que o raio-X não estará direcionado à sua barriga, mas mesmo assim, deve-se sempre usar um colete de chumbo para proteger você e seu bebê.
O que posso fazer para manter meus dentes saudáveis durante a gravidez?
O melhor conselho que se pode dar a uma mulher que está pensando em engravidar é ir ao dentista e resolver todos os problemas bucais, antes de ficar grávida.
Durante a gestação, seus dentes e gengivas precisam de cuidados especiais. Uma higiene bucal adequada, o uso diário do fio dental, uma alimentação equilibrada e visitas periódicas ao dentista são medidas que ajudam a reduzir os problemas dentários que podem acompanhar a gestação.
Quando os dentes do bebê começam a se formar?
Os dentes de leite começam a se formar a partir da 6º semana de gestação e os dentes permanentes, a partir do 5º mês de vida intra-uterina. As carências nutricionais, infecções e uso de certos medicamentos podem acarretar problemas no desenvolvimento normal dos dentes que estão no período de formação.
Existe algum fortificante para ser tomado a fim assegurar uma boa dentição para o futuro bebê?
Os "fortificantes" estão numa alimentação balanceada, constituída por diferentes grupos de alimentos (carnes, frutas, legumes e verduras, cereais, leite e derivados). As avitaminoses podem comprometer o desenvolvimento normal dos dentes. Se houver necessidade de vitaminas, o ginecologista determinará a prescrição necessária.
A gestante deve tomar flúor visando à dentição do bebê?
Não se deve tomar flúor na gravidez, pois se a mãe recebe normalmente o flúor sistêmico, através da água, por exemplo, uma pequena parte do flúor chega até o feto. Por outro lado, se a gestante não receber flúor sistêmico e começar a tomá-lo na gravidez, serão necessários cerca de 6 meses para haver embebição e saturação do flúor no corpo da mãe, para depois chegar ao filho. Se somarmos esses 6 meses com 2 meses, aproximadamente, para o diagnóstico da gravidez, o tempo útil fica reduzido. O fato de a gestante tomar flúor durante a gestação não significa que o bebê terá menos cárie. Ele é mais importante depois da erupção dos dentes (uso tópico, sem engolir o flúor), que se inicia mais ou menos aos seis meses de idade.
A amamentação é importante para os dentes do bebê?
A amamentação natural durante o primeiro ano de vida é fundamental para a prevenção de muitas das más oclusões. Além da importância afetiva e nutricional, o exercício muscular durante a sucção no seio favorece a respiração nasal e previne grande e parte dos problemas de posicionamento incorreto dos dentes e das estruturas faciais.
E então, o que deve a gestante fazer para que bebê tenha bons dentes?
Antes de tudo, ela própria precisa ter saúde. O nível de saúde bucal da mãe tem relação com a saúde bucal da criança. Os pais, particularmente a mãe determinam muito o comportamento que os filhos adotarão. Hábitos saudáveis são fundamentais como, por exemplo, hábitos de limpeza bucal e de alimentação equilibrada. Uma boa alimentação significa também evitar a frequência de produtos açucarados. O açúcar natural dos alimentos é suficiente para a saúde da gestante e o desenvolvimento do bebê.
Após o nascimento, quando devo levar a criança pela primeira vez ao dentista?
A primeira visita ao odontopediatra deve acontecer por volta da erupção dos primeiros dentinhos de leite (mais ou menos aos 6 meses), ocasião em que os pais receberão orientações a respeito das causas e da transmissão da cárie, da alimentação, da limpeza dos dentes do bebê e do uso adequado do flúor. A educação em saúde assegura a chance de a criança crescer sem problemas bucais.
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O que quer dizer ter dentes sensíveis?
A sensibilidade dentária é a dor causada por desgaste da superfície do dente. A causa mais comum desta sensibilidade no adulto é a exposição da raiz dos dentes na área cervical, ou colo, devido à retração gengival. Como a raiz não está coberta pelo esmalte, milhares de canalículos que vão do centro do dente e levam o feixe nervoso da polpa até a superfície ficam expostos e acusam a dor. Quando o calor, frio ou pressão afeta esses canalículos, gera dor.
Como saber se meus dentes são sensíveis? Se você sentir uma sensação dolorosa em seus dentes após tomar bebidas ou comer comidas quentes ou frias, seus dentes são sensíveis. Este problema afeta um em cada quatro adultos, às vezes de forma não permanente.
Como tratar dentes sensíveis? Em primeiro lugar, fale com seu dentista. A sensibilidade dos dentes geralmente pode ser tratada e curada. Seu dentista pode prescrever flúor em gel ou um enxaguante bucal com flúor. Você também pode tentar cremes dentais de baixa abrasividade com formulações feitas especialmente para dentes sensíveis. Pergunte ao seu dentista quais são os produtos mais adequados para o seu problema de sensibilidade. Tenha cuidado com a escovação e evite que seus dentes se desgastem ainda mais. Uma escovação muito forte, uma prótese parcial com grampos e aparelhos muito apertados e justos podem também levar à abrasão.
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Qual a maneira certa de escovar?
Uma escovação adequada deve durar, no mínimo, dois minutos, isto é, 120 segundos!
Escove os dentes com movimentos suaves e curtos, deixando a escova ligeiramente inclinada em relação à gengiva, fazendo movimentos de cima para baixo na arcada superior, de baixo para cima na arcada inferior e de vai-e-vem na superfície mastigatória dos dentes. Não se esqueça do uso do fio dental, que limpa as superfícies onde a escova não alcança, e também da limpeza da língua, onde há o maior depósito de bactérias.
Que tipo de escova dental devo usar?
A maioria dos dentistas concorda com que a escova dental de cerdas macias é a melhor para a remoção da placa bacteriana e dos resíduos de alimentos. Além disso, aquelas com cabeças menores também são mais adequadas, pois alcançam melhor as regiões da boca de difícil acesso. Para o cirurgião dentista Rodrigo Bueno de Moraes, da Associação Brasileira de Odontologia, “a gengiva não precisa de massagem. Escovas que possuem cerdas mais duras nas laterais com essa finalidade podem provocar retrações gengivais, deixando a raiz do dente desprotegida”, afirma.
As escovas elétricas limpam melhor?
Muitos escolhem a escova elétrica como a melhor alternativa, pois ela limpa com maior facilidade e é particularmente indicada para pessoas que têm dificuldade para higiene bucal ou tem menor destreza manual, mas elas possuem a mesma capacidade e função das escovas manuais.
Quando devo trocar minha escova dental?
Troque sua escova de dente a cada três meses ou quando perceber que ela começa a ficar desgastada. Além disso, é muito importante trocar de escova depois de uma gripe ou resfriado para diminuir o risco de nova infecção por meio dos germes que aderem às cerdas.
Que creme dental devo utilizar?
Atualmente existe uma grande variedade de produtos feitos especialmente para combater cáries, gengivite, manchas e sensibilidade. Pergunte ao seu dentista qual o tipo de creme dental mais adequado. Lembramos que as pastas são coadjuvantes no controle da placa bacteriana. O mais importante é realizar técnicas adequadas de escovação, pois a remoção mecânica dos resíduos alimentares é a forma mais eficiente de controle da saúde bucal.
É importante o uso de enxaguatórios bucais?
Os benefícios dos enxaguatórios são muitos, dentre os quais podemos destacar: ajudam a eliminar as bactérias que causam a gengivite, a placa bacteriana, o mau hálito e a cárie dentária, atuando onde a escova dentária não alcança, pois permanece por mais tempo na boca uma vez que não enxaguamos a boca após a utilização.
Existem diversos enxaguatórios bucais no mercado com variadas formulações e diversos sabores, mas é importante que o mesmo contenha flúor para ajudar a reduzir o risco de cárie dentária e de preferência sem álcool.
É importante que, em caso de dúvidas, seu dentista seja consultado para que ele possa esclarecê-las e indicar o enxaguatório bucal ideal para o seu caso.
É preciso usar fio para fazer uma boa higienização?
O fio dental é primordial para que a higiene bucal seja eficiente, pois remove os resíduos e a placa bacteriana nos locais onde a escova não alcança. Mas não basta simplesmente passar o fio de qualquer maneira é preciso esfregar o fio em toda extensão das laterais de cada dente. As pessoas que têm um espaço maior entre os dentes ou usam aparelho ortodôntico ou implante, devem substituir o fio dental pela escova interdental.
Devo limpar minha língua?
Sim, porque nela ficam depositados bactérias e resíduos de alimentos responsáveis pelo mau hálito. Com a ajuda das cerdas da escova ou com limpadores de plástico (mais indicado) próprios para a limpeza da língua os resíduos podem ser facilmente removidos.
Se eu higienizar em casa ainda assim preciso ir ao dentista?
Mesmo com todos esses cuidados a limpeza regular dos dentes por um profissional é necessária. Somente através dela será possível remover as placas que podem se desenvolver nas áreas que são de difícil alcance. Os dentistas recomendam a realização de uma limpeza profissional dos dentes a cada seis meses.
A prevenção é sempre a melhor alternativa. Agende logo sua consulta!
O que é erosão ácida?
A erosão ácida é um desgaste no esmalte dos dentes provocado pela ingestão em excesso de alimentos e bebidas ácidas ou do ácido gástrico produzido no estômago que entra em contato com os dentes por vômitos, regurgitação ou refluxo. Também existem casos - como resultado da exposição ocupacional ou industrial - nos quais a erosão dentária pode ser causada, por exemplo, pela inalação prolongada de vapores ácidos.
De que maneira a erosão dentária pode acontecer?
Quando o esmalte dental é exposto a ácidos (de alimentos, bebidas ou do estômago), ele amolece temporariamente e perde parte do seu conteúdo mineral. A saliva ajuda a neutralizar a acidez, restaura o equilíbrio natural da boca e lentamente endurece o esmalte dental. Entretanto, como o processo é lento, se o ataque ácido ocorrer com frequência, o dente não tem tempo de se recuperar.
Qualquer pessoa pode ter erosão ácida?
Sim. Todas as pessoas, inclusive crianças, que tenham dentes naturais estão expostas aos riscos da erosão ácida.
Como posso saber se tenho erosão ácida?
Como você não pode ver ou sentir no início, as evidências iniciais da erosão ácida são identificadas com maior exatidão por um dentista. Mas existem alguns sinais que você pode procurar:
Sinais iniciais:
Como posso fazer para preveni-la?
A prevenção consiste em evitar escovar os dentes imediatamente após consumir alimentos e bebidas ácidas, pois é neste momento que o esmalte está mais vulnerável a abrasividade das pastas e das cerdas das escovas, não bochechar e nem reter refrigerantes ou bebidas ácidas por tempo prolongado na boca, se possível tomar subestâncias ácidas com canudinho, escovar os dentes de modo suave e com escova de cerdas extramacias, utilizar pasta de dente com baixa abrasividade e que contenham flúor, e principalmente visitar regularmente o dentista.
Quais são os alimentos e bebidas que causam a erosão ácida?
Alimentos com ácido estão em toda a parte e muitos normalmente fazem parte de uma dieta saudável. São os ácidos naturais nos alimentos, vinhos e sucos de frutas que podem amolecer o esmalte e levar ao desgaste ácido e, possivelmente, à erosão dental no longo prazo. Na verdade, guloseimas comuns como refrigerantes com ácido e molhos para salada contendo vinagre balsâmico podem alterar de forma visível os dentes ao longo do tempo. Os ácidos escondidos nos alimentos e bebidas de todos os dias são as causas mais comuns da erosão ácida. Esportistas que ingerem excesso de bebidas energéticas (isotônicas) para repor água e eletrólitos perdidos durante as atividades esportivas podem apresentar erosão dentária.
Existe tratamento para erosão dentária?
Sim. O diagnóstico precoce acompanhado do aconselhamento da dieta e o monitoramento ajudam a tratar de forma bem sucedida e prevenir a progressão da erosão dentária.
No entanto, nos estágios avançados da erosão dentária pode haver necessidade de um tratamento restaurador para reestabelecer a forma e função normal do dente. Este é o motivo pelo qual a compreensão do problema e a tomada de iniciativas para minimizar o risco é tão importante.
Qual a importãncia da escovação dos dentes para a saúde bucal?
Para a prevenção da cárie e da doença periodontal, é necessário que se faça uma completa remoção da placa bacteriana, a principal causadora dessas doenças, através de uma escovação correta.
A escova dura parece que limpa melhor os dentes. Seu uso pode prejudicá-los?
A escova ideal para dentes naturais deve ser macia ou extramacia porque, para uma boa escovação dental, é necessário escovar as gengivas, e escovas duras, além de machucarem a gengiva, podem desgastar os dentes, provocando sensibilidade, e provocar a retração gengival, que pode afetar a estética do sorriso e também provocar dor.
Existe uma escova de dente apropriada para cada idade?
Atualmente é preconizado o início da escovação logo após o aparecimento do primeiro dentinho, no bebê; a escova indicada, embora tenhamos poucas opções no mercado nacional, é uma escova extramacia, que limpe os dentinhos recém erupcionados, faça massagem na gengiva e tenha um cabo que permita um bom apoio para o adulto que irá fazer a escovação. A partir dos 3 anos, a criança gosta, ela mesma, de fazer a escovação; nesse caso deve ser usada uma escova com a cabeça pequena, cerdas macias e que tenha uma proteção no longo eixo do cabo, para evitar acidentes; um adulto, entretanto, deve complementar a escovação.
A partir dos 7 anos, a criança quase sempre já consegue realizar a escovação sozinha, embora deva haver a supervisão de um adulto. A escova deve ter cabeça de tamanho médio, cerdas macias, pontas arredondadas e um cabo robusto, que facilite a empunhadura.
O que é escova interdental?
A escova interdental tem sido utilizada para a limpeza sob próteses fixas e também no caso de doentes periodontais que perderam a papila que fica em meio aos dentes. Para quem não tem doença periodontal, a escova interdental poderá forçar a gengiva e provocar uma lesão traumática; assim, o uso adequado do fio dental é aconselhável.
As escovas elétricas podem substituir as escovas comuns?
Normalmente as escovas elétricas têm sido indicadas a pacientes especiais que tenham algum tipo de dificuldade motora para fazer uso da escova comum e especialmente a pacientes geriátricos que tenham alto risco às cáries radiculares e também à doença periodontal. O uso da escova elétrica nesses casos serve de estímulo para que o paciente mantenha sua saúde bucal mesmo tendo dificuldades motoras. Quando forem indicadas, é importante salientar que as escovas sejam macias ou extramacias e, se possível, que tenham movimento elíptico durante o seu uso.
Quem tem doença periodontal necessita de escova especial?
A essas pessoas indica-se o uso de escova com cerdas extramacias e escovas do tipo tufo, que escovam dente a dente, fazendo uma remoção mais eficiente da placa bacteriana.
E quem usa aparelho fixo?
A instrução e a motivação do paciente são os principais meios de prevenção, constituindo-se as escovas especiais como a bitufio, a sulcus (duas fileiras de cerdas) ou a orthodontic (cerdas com depressão em forma de V) em meios auxiliares no controle da higienização. Além do uso de escovas interdentais.
Qual a melhor escova para dentadura?
Atualmente existem no mercado algumas escovas específicas para escovar as próteses totais; são maiores que as escovas de dente comuns, têm cerdas duras, e o desenho é adequado ao formato da prótese. Caso não se achem as escovas específicas, pode-se simplesmente utilizar uma escova dental dura.
Quanto tempo deve durar cada escovação?
É necessário que não haja pressa; devemos caprichar na escovação realizada à noite, após o jantar ou antes de dormir, limpando todos os dentes: primeiro com o fio dental e, em seguida, com a escova. Esse processo deve demorar cerca de 10 minutos.
Quantas vezes por dia é necessário escovar os dentes?
Isso depende do risco do paciente à cárie ou à doença periodontal. Para pacientes considerados "normais", ainda se prescreve que se façam três escovações ao dia: pela manhã, após o almoço e após o jantar ou antes de dormir; contudo, deve-se saber que a higienização mais importante é aquela realizada à noite.
Fonte: Revista da APCD
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Em que situação é recomendada?
A faceta laminada geralmente é recomendada por motivos estéticos, tais como dentes escurecidos ou excessivamente restaurados na face frontal; além disso, pode corrigir o aspecto anatômico de dentes malforrnados.
É uma novidade na Odontologia?
Sim. Ainda são poucos os dentistas que fazem esse tipo de trabalho.
Qual a vantagem desse tratamento?
A vantagem primordial consiste na preservação de estrutura dental sadia. Com essa técnica, desgastam-se menos os dentes.>
Substitui a coroa de jaqueta?
Com certeza, nos casos onde é apenas necessário restaurar a face (vestibular) dos dentes, não estando às outras faces comprometidas por cáries ou restaurações, a ponto de justificar o desgaste para a colocação de jaqueta ou coroa metalocerâmica.
É resistente?
Os processos atuais e os materiais de confecção empregados hoje em dia, bem como a evolução dos métodos de colagem, tornaram as facetas laminadas um tratamento bastante confiável.
Destaca-se facilmente?
Não, desde que se providencie boa colagem e boa silanização (processo que possibilita adesão da resina cimentante com a superfície interna da faceta de porcelana).
A cor se mantém?
Como as porcelanas têm boa estabilidade de cor, as facetas confeccionadas com esse material não sofrem alteração.
Precisa de controles e manutenção periódicos?
Como qualquer tipo de restauração, as facetas laminadas exigem reavaliação constante; contudo, a manutenção consiste apenas na higienização das superfícies dentais e, em especial, da junção dente-restauração.
Enquanto é feita, os dentes ficam desprotegidos?
Durante a fase de confecção da faceta laminada no laboratório, o dentista deve colar uma faceta de resina provisória com adesão limitada a uma pequena área, para facilitar a remoção na consulta final.
Qual a durabilidade?
A durabilidade está associada ao sucesso da colagem, tanto na superfície cerâmica quanto no dente, pois a porcelana, uma vez colada, torna-se extremamente resistente.
Fonte: Revista da APCD
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O que é Flúor?
O flúor é um mineral natural encontrado em toda a crosta terrestre e largamente distribuído pela natureza. Alguns alimentos contêm flúor, assim como a água fornecida por algumas empresas de serviço público. O flúor é geralmente adicionado à água potável para ajudar a reduzir a incidência de cáries nos dentes.
De que maneira o flúor fortalece o dente?
Ele deve estar presente na saliva e, consequentemente, banhando os dentes, interferindo nos microrganismos produtores da cárie e alterando os cristais do esmalte, tornando-os mais resistentes ao ataque da cárie.
Quais as formas de se utilizar o flúor?
O flúor pode ser ingerido através da água de abastecimento público, do sal de cozinha, pode ser adicionado ao leite (geralmente em programas alimentares em escola) e sob a forma de comprimidos ou gotas. Essas formas são chamadas de "sistêmicas", porque têm um metabolismo próprio no corpo humano. O flúor pode ser usado localmente nos dentes por meio de cremes dentais (pastas de dente), bochechos, aplicações tópicas realizadas por dentistas ou auxiliares ou, ainda, por vernizes fluoretados.
Qual a importância dos dentifrícios (pastas) com flúor?
O flúor dos dentifrícios fluoretados mantém o equilíbrio mineral nos dentes, interferindo na iniciação e progressão da lesão de cárie. Além disso, ativa a saliva e a capacidade remineralizante controlada pelo efeito de limpeza (escovação, remoção da placa bacteriana, ação da saliva) e ação do flúor (efeito remineralizante e preventivo).
Devo usar fio dental com flúor?
O uso do fio dental é o método mais recomendado e eficiente para a remoção de placa interproximal e tem provado sua eficiência na redução de Streptococos mutans nas faces interproximais quando impregnados com fluoretos. Esta combinação no mesmo produto de um agente mecânico e um químico traz um enorme sucesso. Jorgensen et al. (1989), sugerem que há um aumento de flúor no esmalte após uso do fio dental fluoretado. Este resultado é animador, principalmente em se tratando das faces proximais, que são áreas de elevado risco de cárie.
Devo usar bochechos fluoretados?
O bochecho com solução de fluoreto de sódio (NaF) apresenta resultados positivos durante a sua utilização na prevenção da cárie dentária. As soluções recomendadas para a técnica são o fluoreto de sódio a 0,05% para bochechos diários e a 0,2% para bochechos semanais. Identifica-se um método vantajoso na redução na incidência da cárie dentária, reforço na capacidade de resistência do esmalte (ação remineralizadora e cariostática) e inibição enzimática das bactérias da placa. É também de fácil e segura aplicação, mas deve ser recomendado após avaliação profissional de sua real necessidade, não sendo indicados para crianças menores de seis anos (Amarante, 1983).
Nas cidades onde existe fluoretação de água, há problema em usar pasta ou bochecho com flúor?
Não há problema em usar pasta ou bochechos com flúor em cidades com fluoretação das águas, desde que não ocorra ingestão da pasta ou da solução do bochecho.
Faz mal à criança engolir pasta com flúor?
Não é recomendável. Se ocorrer a ingestão sistemática (sempre que escovar os dentes) por muitos anos, esta poderá causar a fluorose dentária. O volume de pasta a ser colocado na escova deve ser limitado a 0,5 cm, ou menos, em função da idade da criança. A ingestão ocasional não traz maiores problemas.
O que é fluorose? Por que ocorre?
A fluorose é uma alteração que ocorre devido ao excesso de ingestão de flúor, durante a formação dos dentes. Ela se manifesta principalmente pela alteração de cor do esmalte, que pode assumir uma tonalidade esbranquiçada ou exibir pequenas manchas ou linhas brancas. Muitos trabalhos apontam como causa da fluorose a utilização de gotas e comprimidos contendo flúor, inclusive muitos complexos vitamínicos recomendados pelos pediatras. Atualmente, a maior causa de fluorose é a ingestão de produtos fluoretados em locais onde já existe água fluoretada, sendo que o mais comum é o dentifrício fluoretado, que muitas crianças engolem durante a escovação. O enxaguatório contendo flúor também poderá contribuir se for indicado para crianças que ainda não tenham controle adequado da deglutição.
O que fazer nos casos de fluorose?
A descoberta da fluorose não traz grandes mudanças do ponto de vista prático, a não ser nos casos em que a estética é muito prejudicada e começa a incomodar o paciente. A maioria dos casos observados atualmente é de fluorose muito leve ou leve, em que as manchas ou linhas brancas ficam disfarçadas quando o dente está úmido, não sendo necessário nenhum tratamento; se for necessário melhorar a estética, existem algumas técnicas disponíveis, que vão de um microdesgaste do esmalte até técnicas restauradoras tradicionais. Mas, do ponto de vista prático, o mais importante é prevenir.
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É normal a gengiva sangrar durante a escovação e/ou uso do fio dental?
Não. Quando a gengiva está saudável ela não sangra durante esses procedimentos. A gengiva sangra quando está inflamada. O acúmulo de placa bacteriana pode causar inflamação. Muitas vezes quando a gengiva apresenta um leve sangramento as pessoas param de higienizar adequadamente a área, aumentando cada vez mais o acúmulo de placa e a inflamação. Lembre-se: áreas que sangram têm que ser muito bem higienizadas. Se mesmo higienizando bem a região o sangramento não melhorar, deve-se procurar um dentista, pois você pode estar com um problema periodontal.
O que é gengivite?
A gengivite é o estágio inicial de uma inflamação na gengiva. A placa, uma película grudenta e sem cor que se forma de bactérias, é a causa direta desta doença. A placa precisa ser removida pela escovação e uso de fio dental diário, caso contrário, produz toxinas que irritam a mucosa da gengiva causando a gengivite. No estágio inicial da doença da gengiva, os danos podem ser revertidos, uma vez que o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos. Entretanto, se a gengivite não for tratada, ela pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes e mandíbula/maxilar.
O que é doença periodontal?
Entende-se por doença periodontal um conjunto de condições inflamatórias, de caráter crônico e de origem bacteriana que começa afetando o tecido gengival e pode levar, com o tempo, à perda dos tecidos de suporte dos dentes. Os microrganismos responsáveis por esses eventos estão presentes na placa bacteriana dental.
Qual a causa da doença periodontal?
A placa bacteriana aderida ao dente é a única causa, porém algumas alterações na gengiva podem estar associadas a causas hormonais, uso de alguns medicamentos, queda de resistência etc.
Quais as complicações sistêmicas que a doença periodontal pode causar?
Em estudo publicado no "Journal of Periodontology" em novembro de 2001, pesquisadores demonstraram que em pessoas diabéticas, a periodontite pode afetar o controle da glicemia.
Além disso, a doença periodontal parece ser um fator de risco em pacientes gestantes, que podem ficar mais propensas a parto prematuro e nascimento de bebês com baixo peso.
Especialistas ainda estão terminando estudos que visam a comprovar a relação da doença periodontal com derrames cerebrais, doenças cardíacas e respiratórias.
É possível prevenir esta doença?
A melhor maneira de prevenção da doença periodontal e perda dos dentes é por meio de escovação, uso do fio dental e visitas regulares ao dentista para avaliações periódicas.
Como posso saber se tenho a doença periodontal?
O sinal mais característico é o sangramento, mas fique atento a outros sinais como: mau hálito persistente (halitose); gengivas vermelhas, inchadas e sensíveis; gengivas que se afastam dos dentes (retração); pus entre a gengiva e o dente; alteração no formato gengival; frequentemente indolor (assintomático); mobilidade dentária.
Existem medicamentos indicados para o tratamento?
O tratamento desta doença não é possível somente com medicamentos, sejam estes locais ou sistêmicos. A placa bacteriana aderida ao dente tem que ser removida em consultório pelo dentista.
Como é realizado o tratamento de periodontia pelo cirurgião-dentista?
É feito com a remoção da placa bacteriana aderida através de raspagem e alisamento das raízes dos dentes. Quando os instrumentos de raspagem não atingem toda área da raiz comprometida, as cirurgias são indicadas; para facilitar o acesso. Um valioso coadjuvante no tratamento da doença periodontal é o ultra-som que é um aparelho eletrônico que transmite movimentos vibratórios em alta frequência (40 kHz) promovendo a remoção da placa bacteriana calcificada (tártaro), até mesmo em lugares de difícil acesso, obtendo-se maior rapidez e eficiência nas intervenções.
Com que frequência se fazem os retornos para a manutenção após o tratamento de periodontia?
As visitas para manutenção devem assegurar a estabilidade da condição de saúde alcançada com o tratamento e, assim, evitar tanto a progressão da doença como a sua recidiva. Nos casos mais avançados, recomenda-se uma periodicidade de 3 em 3 meses e de 4 a 6 meses para a maioria das pessoas.
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O que é o mau hálito (halitose)?
O mau hálito é a liberação de odores desagradáveis provenientes da boca ou da respiração. Estima-se que mais de 30% da população brasileira sofra de forma crônica desse problema.
Qual a causa do mau hálito?
Existem mais de 60 causas para a halitose e 90% dos casos são de origem bucal. Uma das causas mais comuns do mau hálito é a diminuição da produção de saliva, que favorece a formação da saburra lingual (material viscoso e esbranquiçado que adere ao dorso da língua, equivalendo a uma placa bacteriana na qual os principais organismos presentes produzem componentes de cheiro desagradável no final de seu metabolismo).
Também são fontes de mau hálito de origem bucal: as inflamações gengivais, as próteses mal adaptadas e as restaurações com problemas de infiltrações, cáries etc.
As causas extrabucais mais frequentes do mau hálito são as doenças hepáticas, doenças da orofaringe, tabagismo, doenças bronco-pulmonares, perturbações do sistema gastrointestinal, diabetes, deficiência de vitamina A e D, intestino preso, estresse e jejum prolongado entre outras.
Como é feito o diagnóstico da halitose?
Cada detalhe é vital para diagnóstico. A halitose não é uma doença e sim um sintoma de uma possível alteração patológica (ex.: doença periodontal, alterações hepáticas, etc), variação fisiológica (ex.: menstruação) ou mesmo de um processo adaptativo do organismo (ex.: jejum prolongado).
O mau hálito está relacionado a problemas no estômago?
Problemas gástricos causarão halitose quando houver refluxo. Segundo pesquisa desenvolvida por equipe multidisciplinar de gastroenterologistas, otorrinolaringologistas e periodontistas da Bélgica, 87% das causas da halitose estão localizadas na região da boca.
Todas as pessoas têm mau hálito?
Se considerarmos o mau hálito ao acordar, praticamente 100% da população portadores de halitose. Por isso, o mau hálito da manhã é considerado fisiológico. Ele acontece devido à leve hipoglicemia, à redução do fluxo salivar durante o sono e ao aumento da flora bacteriana. Após a higiene dos dentes, da língua e a ingestão da primeira refeição, a halitose matinal deve desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar que o indivíduo tem mau hálito e que este precisa ser investigado para se propor um correto tratamento.
Como saber se tenho mau hálito e se preciso de tratamento de halitose?
Há pessoas que acreditam possuir halitose, mas não têm. A melhor forma é perguntar a alguém de seu convívio e confiança se o seu hálito está alterado e/ou costuma ter um cheiro forte. Caso você identifique o problema e se sinta constrangido em pedir a alguém que o avalie, procure um dentista para que este possa ajudá-lo no diagnóstico e tratamento.
É possível que eu tenha mau hálito e não saiba disso?
Sim. As pessoas que têm um mau hálito constante, por fadiga olfatória, não percebem seu próprio hálito. Somente as pessoas que têm períodos de halitose e períodos de normalidade conseguem percebê-lo.
Como se prevenir contra a halitose?
Visite regularmente seu dentista, mantenha uma boa higiene bucal: use fio dental e escove seus dentes com frequência, principalmente após as refeições, higienize a língua, faça bochechos com produtos antissépticos.Isso ajuda a evitar as bactérias que são a principal causa do mau hálito. Beba água regularmente, tenha uma dieta balanceada, incluindo alimentos fibrosos, que auxiliam na digestão, e evite ficar muito tempo em jejum. Evite também o consumo, em excesso, de alimentos com odores carregados, como alho e cebola, alimentos gordurosos, frituras, bebidas alcoólicas, cigarro. Controle seu stress, pois ele também contribui para a ocorrência do mau hálito.
Como tratá-lo?
Para se obter sucesso no tratamento de halitose, é necessária uma investigação inicial que inclui o exame detalhado da boca, da língua (para verificar a presença de saburra lingual), da parte dentária, em busca de sinais de higienização precária, gengivites e periodontite. Se a causa identificada for outra que não a odontológica, o especialista encaminhará o paciente a um médico. É de fundamental importância essa integração entre as áreas médicas, paramédicas e odontológicas. Grande parte do insucesso nos tratamentos de halitose ocorre justamente pelo não conhecimento abrangente dos fatores causadores da halitose.
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O que é herpes labial?
O herpes Labial é uma doença infecciosa, geralmente benigna, de origem viral. O agente causador é o Herpes Simplex Vírus- HSV tipo 1.
O vírus que causa o herpes labial é o mesmo que causa o genital?
Existem dois tipos de vírus: o HSV1 que é responsável por cerca de 80 por cento dos casos de lesões da face e lábios e o HSV2 que está mais relacionado com o herpes genital. Porém, ambos os vírus podem afetar as regiões características do outro ou mesmo outras zonas do corpo como as nádegas, os pés e as mãos.
Como é transmitido?
Adquire-se por contato com a pele onde o vírus está ativo (através do beijo, por exemplo), mas também pela partilha de objetos pessoais como toalhas, copos, etc.
Quais os sintomas do herpes labial?
Caracteriza-se pela formação de vesículas em cacho nos lábios, boca, gengivas, palato, língua e zona em volta das narinas. Essas podem ser precedidas de sintomas como: vermelhidão, sensação de queimadura e comichão ou formigueiro. A ruptura das vesículas libera um exsudato e pode ser dolorosa. A infecção desaparece ao fim de 10 a 14 dias. Os sintomas podem ainda ser acompanhados de febre, cansaço e dores musculares.
Como se previne?
Prevenir o herpes labial é muito difícil, mas existem alguns cuidados que podem ajudar como: evitar o contato direto com saliva, pele ou mucosas que têm feridas e com superfícies/zonas onde suspeite que o vírus possa ter sido depositado.
O que provoca o surgimento das lesões (reativação do vírus)?
As lesões podem aparecer por diversos fatores ou causas(desde que a pessoa tenha o vírus): exposição à luz solar intensa; fadiga física e mental; estresse emocional; febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica; períodos menstruais; distúrbios gastrintestinais; trauma mecânico.
Por que o herpes costuma ser recorrente?
Uma vez curada a infecção, esta não é acompanhada da eliminação do vírus. Este fica latente nas terminações nervosas e quando o sistema imunológico sofre uma quebra (devido a fatores como doença febril, situações de stress, exposição solar ou ciclo menstrual, no caso da mulher), o vírus pode reativar-se, ou seja, volta a replicar-se, deslocando-se pelas células nervosas até à pele e dando origem a um novo surto herpético. Contudo, a manifestação e a frequência de recorrência do vírus variam muito caso a caso. Há pessoas que tem uma infecção que depois não volta a se manifestar e há ainda casos que mesmo em contato com o vírus, nunca apresentam a doença, pois sua imunidade não permite o desenvolvimento.
Existe tratamento?
Os tratamentos disponíveis atualmente contra o herpes labial tratam apenas os sintomas e não a causa, sendo assim, os tratamentos deverão ser repetidos sempre que doença reaparecer, desde os primeiros sinais. O tratamento com antivirais, como o Aciclovir, empregados de forma local e sistêmica, serve pra reduzir o tempo de doença. Quanto mais precocemente forem iniciados, melhor a resposta. Também é utilizado para o tratamento, laser de baixa intensidade que torna a região mais resistente e diminui acentuadamente a reincidência.
Os seguintes cuidados devem ser tomados durante um surto de herpes:
Lembre-se: qualquer lesão na boca que não desaparece em 21 dias deve ser avaliada por um cirurgião-dentista!
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A utilização do laser tem atuado de forma positiva e eficaz nos tratamentos odontológicos, sejam eles estéticos, cirúrgicos ou terapêuticos. No campo estético, é utilizado para clareamentos dentais. As sessões duram, em média, uma hora – geralmente são duas sessões, dependendo da cor dos dentes – e tem como principal característica a rapidez no tratamento, que levaria de 15 a 30 dias em outras técnicas. Em casos cirúrgicos o laser atua de forma precisa, esterilizando automaticamente a área de incisão, ocasionando o mínimo de sangramento aos pacientes. Como consequência, quem utiliza o laser tem uma recuperação melhor e rápida. Já em casos terapêuticos a técnica funciona como biomoduladores, isto é, utiliza a própria matéria-prima produzida por nosso organismo.
Laser terapêutico
O laser é uma luz com características muito especiais, que lhe conferem propriedades terapêuticas. O laser emite sempre uma luz pura, sem mistura, diferentemente da luz comum, formada de vários comprimentos de onda.
O laser de baixa potência ou laser terapêutico tem ação antiinflamatória, analgésica e bioestimulante.
Devemos considerar o laser um auxiliar terapêutico indispensável aos consultórios odontológicos, mas é fundamental que se conheça bem os seus princípios básicos, principalmente porque os efeitos e o mecanismo de ação do laser são bastante complexos.
O efeito desta técnica proporciona:
Alívio da dor em casos de traumas, pós-operatórios, aftas, herpes e outras situações desconfortáveis relacionadas aos tecidos bucais;
Diminuição da sensibilidade dentária decorrente das retrações gengivais e após clareamento dental e restauração;
Tratamento de parestesias, paralisias faciais e nevralgias;
Redução de edema nos processos inflamatórios e pós-cirúrgicos;
Reparação tecidual - promove uma reparação tecidual mais rápida e com padrão de qualidade tecidual superior.
Além disto, o laser apresenta ainda excelentes resultados em quadros de Herpes Labial diminuindo consideravelmente as erupções e biomodulando a região, isto é, vai fazer com que o local fique mais resistente (as células do nosso organismo ficam mais fortes e resistentes ao vírus), fazendo com que a reincidência diminua acentuadamente.
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Os sorriso das celebridades são branquinhos, bem alinhados, “perfeitos”. Mas, muitas delas têm um segredo: lentes de contato . As “lentes de contato” são lâminas de porcelana muito finas com espessura entre 0,2mm e 0,4 mm que são cimentadas sobre a parte frontal do dente, proporcionando um tratamento altamente estético com pouco ou nenhum desgaste. Elas permitem corrigir, de maneira indolor, imperfeições como: dentes manchados, mal posicionados, desgastados e fraturados, além de alterações de forma e tamanho e fechamento de diastemas.
Quando utilizadas corretamente, as lentes tem uma ótima durabilidade e excelentes resultados estéticos.
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As escovas dentais podem ser contaminadas por microrganismos?
Sim. Na boca, encontram-se cerca de 900 espécies de bactérias, capazes de viver até 24 horas entre as cerdas das escovas dentais, onde se multiplicam e tornam a entrar em contato com a boca na próxima escovação, colaborando para uma maior probabilidade de ocorrência de doenças como a cárie dental, alterações gengivais e lesões da mucosa bucal. Se não for feita a higienização correta da escova após o uso, ela se torna propícia à multiplicação das bactérias naturalmente presentes na boca e que, durante a escovação, alojam-se nas cerdas.
Como deve ser feita então a higienização das escovas?
A melhor forma de desinfetar sua escova é lavá-la após seu uso, remover o excesso de água e borrifar, nas cerdas e na cabeça da escova, um antisséptico acondicionado em frasco spray uma vez ao dia, após a escovação noturna. Em seguida, a escova pode ser guardada no armário do banheiro. Antes de utilizar a escova novamente, ela deve ser lavada em água corrente assim as bactérias mortas são removidas. Após a escovação, não secar a escova com toalha de banho ou de rosto, pois isso pode aumentar ainda mais a contaminação. O excesso de água deve ser removido por meio de batidas da escova na borda da pia do banheiro. Não use a toalha para secá-la.
Qual o melhor antisséptico para realizar a desinfecção da minha escova?
Há diferentes princípios ativos nos enxaguantes bucais. Os mais eficazes para desinfecção são os que apresentam a substância digluconato de clorexidina, em concentração de 0,12%. Também podem ser utilizados agentes antimicrobianos disponíveis no mercado (como enxaguantes bucais), acondicionados pelo próprio paciente em frascos de plástico ou vidro, em forma de spray.
Posso guardar minha escova em cima da pia?
Não. Alguns estudos comprovaram que escovas dentais que permanecem fora do armário no toalete podem ser infectadas por coliformes fecais. Isso ocorre porque microrganismos como os coliformes fecais, presentes no aerossol que se forma após a descarga, podem depositar-se nas cerdas da escova sobre a pia do banheiro e proliferar. Dessa forma, após a desinfecção, as escovas devem ser guardadas no armário do banheiro.
O creme dental pode colaborar para higienização das escovas? Sim. A contaminação microbiana das cerdas das escovas dentais sofre a influência do tipo de dentifrício, que pode conter agentes antimicrobianos como o flúor que promove uma redução dessa contaminação.
Com que frequência devo trocar minha escova?
Troque sua escova de dente a cada três meses ou quando perceber que ela começa a ficar desgastada. Além disso, é muito importante trocar de escova depois de uma gripe ou resfriado para diminuir o risco de nova infecção por meio dos germes que aderem às cerdas.
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O que é cárie?
A cárie é uma doença transmissível e infecciosa. Ela acontece quando há a associação entre placa bacteriana cariogênica, dieta inadequada e higiene bucal deficiente. Quando o açúcar entra em contato com a placa bacteriana, formam-se ácidos que serão responsáveis pela saída de minerais dos dentes, enfraquecendo sua estrutura.
O que é placa bacteriana?
A placa bacteriana é uma espécie de película composta de bactérias vivas e de resíduos alimentares que se depositam sobre e entre os dentes. Ela pode ser removida através da escovação.
Qual o sintoma da cárie?
Com o desenvolvimento da cárie, é comum que a pessoa sinta dor, que pode ser com alimentos doces, gelados ou quentes, e até ao escovar os dentes. Com a evolução, a dor tende a aumentar e pode chegar a ponto de ocorrer de forma espontânea, sem precisar de estímulos como os citados acima; nesta situação pode ser que tenha que se fazer um tratamento de canal do dente. Porém, é muito comum encontrar casos onde o paciente não sinta dor alguma e nem sequer suspeite que possua cárie.
Como posso saber se tenho cárie?
A identificação das lesões de cárie pode ser feita através do exame clínico e radiográfico. O primeiro sinal da cárie são manchas esbranquiçadas ou amarronzadas, e se não tratada, a cárie pode avançar em direção à dentina, mais profunda e sensível à dor. Quando a cárie está neste estágio mais avançado, pode ser detectada num exame clínico, porém quando está no início, debaixo de restaurações ou ainda entre os dentes, só pode ser detectada em radiografia. Consultar regularmente um cirurgião dentista é a melhor maneira para saber, pois nem sempre a identificação de lesões de cárie é uma tarefa fácil. Um diagnóstico precoce da cárie sempre favorece o tratamento.
Manchas nos dentes podem ser cáries?
A cárie se inicia como uma mancha de cor branca opaca e com o passar do tempo pode adquirir tons que variam de marrom, castanho e até negro. Porém, existem vários outros tipos de manchas não cariosas, como fluorose dental, sulcos pigmentados, amelogênese e dentinogênese imperfeita, hipoplasia de esmalte, manchamento por antibióticos, etc. Só o dentista é capaz de diferenciar essas manchas.
O que é infiltração?
A infiltração nada mais é do que cárie localizada abaixo de uma restauração.
Meus dentes podem ser pouco resistentes à cárie?
Existem algumas doenças que podem alterar a composição dos dentes, levando à má-formação dentária. Além disso, todos os dentes são mais susceptíveis à cárie quando erupcionam (“nascem”), pois ainda não estão com a calcificação completa. Porém isso só será um problema se houver acúmulo da placa bacteriana cariogênica sobre os dentes, pois esta permitirá que a lesão se inicie. Indivíduos com deficiências físicas ou mentais que apresentam dificuldades na limpeza dos dentes devem ser supervisionados durante a escovação. Portanto, independentemente de os dentes serem mais ou menos resistentes, o importante é que a limpeza dos dentes seja realizada de maneira adequada.
As cáries só parecem em crianças?
Não. Embora as cáries sejam mais comuns em crianças, adultos também estão sujeitos a elas.
Quais são os alimentos mais cariogênicos? Os alimentos mais cariogênicos são os que apresentam açúcar na sua composição: os doces, as balas, os caramelos, os chocolates, os chicletes e os refrigerantes, são alguns exemplos. Todos estes alimentos podem ser consumidos, mas de maneira racional, isto é, junto às principais refeições, seguindo-se a escovação.
Como posso prevenir as cáries?
Algumas medidas ajudam a prevenir as cáries:
Os selantes ajudam a prevenir as cáries?
Sim, pois selantes são materiais plásticos que revestem as ranhuras e depressões de alguns dentes, como os molares. Estas ranhuras favorecerem o surgimento de cáries, principalmente quando muito profundas. Estudos comprovaram que o selamento da superfície oclusal retarda ou diminui a progressão da cárie.
A cárie pode dar mau hálito?
Sim. Se a cárie estiver cavitada, a escova de dente e o fio dental não terão acesso para higienizar a região. Assim, os restos alimentares vindos da nossa dieta ficam ali aprisionados, causando mau hálito.
Como tratar a cárie?
Quando a cárie for inicial, pequena e estiver apenas no esmalte ela pode ser tratada com o uso do flúor. Porém quando já existe uma cavidade, torna-se necessário um tratamento restaurador no qual o dentista remove toda a cárie e veda a cavidade com material adequado. Para que não haja recidivas e para que o processo de cárie seja paralisado é imprescindível que o paciente tenha bons hábitos de higiene e uma alimentação adequada.
Existe vacina para a cárie?
Apesar dos estudos feitos até agora, não podemos contar com uma “vacina” que previna a cárie dentária.
Prevenir é sempre a melhor opção. Agende logo sua consulta!
O que são selantes?
Os selantes são materiais plásticos transparentes, brancos ou matizados que são usados para "pintar" as superfícies rugosas dos dentes posteriores (pré-molares e molares), as quais usamos para mastigar os alimentos, promovendo a sua proteção.
O selante age como uma barreira, uma película protetora que, facilitando a limpeza dos restos alimentares e o controle da placa bacteriana, reduz o risco de essas superfícies cariarem-se.
Essa película protetora de selante não deve ser muito espessa, pois poderá interferir na oclusão (na mordida). Ela deve apenas cobrir as superfícies rugosas dos dentes posteriores.
Por que os selantes são necessários?
Os dentes posteriores, os quais usamos para triturar os alimentos, contêm fissuras e fóssulas: pequenas ranhuras e depressões onde os restos alimentares e a placa bacteriana ficam retidos e se acumulam e onde as cerdas das escovas não conseguem limpar.
A cerda de uma escova de dente é muito larga para poder alcançar o fundo desses sulcos e fissuras. Formando uma película protetora, os selantes protegem o dente dos restos alimentares e da placa bacteriana, diminuindo, assim, o risco de cárie.
Em quem os selantes devem ser aplicados?
As crianças são as maiores beneficiadas. Os selantes devem ser aplicados em seus dentes, especialmente naqueles recém-erupcionados.
Os selantes são recomendados para todas as crianças, mesmo aquelas que recebem aplicações tópicas de flúor ou que vivem em uma comunidade com água fluoretada (como a Grande São Paulo). 0 flúor ajuda no combate à cárie, mas é menos efetivo nas superfícies rugosas dos dentes.
Em quem não deve ser aplicado?
Naquelas pessoas de baixo risco de cárie, com dentes que tenham sulcos e fóssulas rasas, o que permite fácil limpeza. Para ser feita a aplicação do selante, é necessário que a superfície do dente esteja limpa e seca e, portanto, o paciente deve ser colaborador.
Existe algum inconveniente?
Nenhum. Apenas deve ser aplicado quando o dentista tiver certeza de que no fundo dos sulcos não existem cáries.
Como são aplicados os selantes?
Leva cerca de poucos minutos para um dente ser selado.
Primeiro, o dente que vai ser selado deve ser limpo, depois, sua superfície rugosa é preparada e o selante é aplicado, ficando aderido à superfície rugosa do dente.
O selante pode ser aplicado em pacientes adolescentes ou adultos?
Sem dúvida, desde que o paciente apresente risco de cárie, ou seja, presença de placa cariogênica, consuma guloseimas fora dos horários das refeições principais, esteja consumindo medicamentos que diminuam o fluxo salivar ou apresente mancha pré-cariosa nos sulcos e nas fissuras.
O selante necessita ser reaplicado?
Quando o selante é aplicado, ele "escorre" e penetra nas fóssulas e fissuras do esmalte do dente.
Durante a mastigação, irá ocorrer um desgaste natural dessa película protetora e por isso, para manter o efeito protetor, há necessidade de verificação periódica durante as visitas de retorno; assim, o dentista determinará se a reaplicação é necessária.
Fonte: Revista da APCD
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Qual a função da pasta dental?
A efetividade da remoção de placa bacteriana é 70% maior quando se usa dentifrício. Além disso, a formação de uma nova de placa é reduzida em 45% com o uso do creme dental. Embora o dentifrício não seja indispensável para a remoção de placa, tem-se comprovado a sua importância para garantir a limpeza e o polimento dental.
Qual a quantidade de pasta ideal?
A quantidade de pasta só tem relevância quando se trata de crianças com menos de 6 anos, que podem ingerir dentifrício involuntariamente ao escovar os dentes. Uma quantidade pequena deve ser usada, para reduzir a ingestão de flúor. Isso é particularmente importante quando as crianças também bebem água fluoretada. Assim, serão reduzidos os riscos de se adquirir fluorose dental.
Qual a diferença entre pasta dental anticárie, antitártaro e antiplaca?
A anticárie contém flúor, e a antitártaro contém em acréscimo, substâncias que reduzem a formação de tártaro. Deve-se esclarecer que os dentifrícios antitártaro não removem cálculo dental mecanicamente, o que deve ser feito pelo dentista ou pessoal auxiliar; o dentifrício interfere apenas em sua formação. As pastas antiplaca contêm substâncias antimicrobianas.
Quais os tipos de flúor e sua concentração na pasta?
A adição de uma ou outra forma de flúor na pasta (as mais comuns são o NaF e o MFP) varia de acordo com o tipo de abrasivo que esta contém. Não se recomenda o uso de cremes dentais com concentração de flúor abaixo de 1000 ppm, pois a sua eficiência ainda não está comprovada (1000- 1100 ppm são o ideal). Já os que apresentam mais de 1100 ppm de flúor garantem que, mesmo havendo uma certa inativação do flúor (em casos de produtos cuja validade está vencida), uma quantidade significativa para o controle da cárie será mantida.
Qual a função do bicarbonato de sódio?
Por ser o bicarbonato de sódio uma substância alcalinizante e tamponante, hipoteticamente ele poderia neutralizar os ácidos produzidos na placa dental quando da exposição a açúcar.
Existe diferença na abrasividade das pastas?
Existem dentifrícios de abrasividade baixa, média e alta. Deve-se enfatizar que um abrasivo no dentifrício é fundamental para garantir a limpeza e o polimento dental. Desgaste e abrasão dental estão mais relacionados com o modo de escovar, o tipo de escova, as substâncias ácidas (refrigerantes, enxaguatórios, frutas) consumidas ou usadas antes da escovação do que com o poder intrínseco do abrasivo.
Qual a idade ideal para introduzir a pasta dental na higiene da criança?
O ideal é que haja pais comprometidos com a saúde bucal dos filhos, e não que se estipule uma idade. Ao mesmo tempo em que o flúor dos dentifrícios é indispensável para o controle da cárie, sua ingestão deve ser controlada, devido ao risco de fluorose dental.
As pastas para sensibilidade são efetivas? Qual a duração do seu efeito?
Estudos com dentifrícios contendo nitrato de potássio têm mostrado média de 30% de redução de sensibilidade a jato de ar frio. Essa redução vai depender do limiar de sensibilidade do indivíduo, do uso de substâncias erosivas e do modo de escovar os dentes.
Qual a pasta ideal?
De modo geral, a indicação é a pasta fluoretada, sendo as demais recomendadas só em casos particulares.
Qual a diferença entre pasta, gel ou creme na efetividade das pastas dentais?
Nenhuma, e é impossível fazer qualquer inferência quanto a flúor, abrasividade, efeito antiplaca, antitártaro etc. pela simples aparência de um dentifrício.
Fonte: Revista da APCD
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O que pode ser resolvido pela Odontologia Estética?
Atualmente com a odontologia estética podemos corrigir forma, posição ou cor dos dentes, remover manchas por fluorose, corrigir o escurecimento por tetraciclina, má formação, dentes conóides, mau posicionamento dos dentes, espaço entre os dentes (diastemas), restaurações amplas, escurecimento dos dentes por razões endodônticas (canal), cáries, traumatismo ou ainda tratamento de lesões de erosão e abrasão dos dentes.
Para realizar tratamentos estéticos, é sempre necessário fazer grandes desgastes nos dentes?
Não, o desenvolvimento dos materiais adesivos nos permite fazer restaurações extremamente conservadoras.
O amálgama pode ser prejudicial à saúde?
Ainda é muito duvidoso o poder tóxico do mercúrio nas restaurações dentárias de amálgama. O amálgama dentário é amplamente utilizado para a restauração de dentes posteriores há mais de 100 anos. Apesar da controvérsia relacionada com o potencial tóxico do mercúrio, não foi possível encontrar uma relação direta entre as restaurações de amálgama e o desenvolvimento de doenças sistêmicas.
Devo substituir as restaurações de amálgama por restaurações estéticas?
Depende. A substituição de uma restauração em amálgama por um material estético, como as resinas compostas, só é obrigatória caso a restauração apresente problemas (fraturas marginais ou completas ou haja evidência de recidiva de cárie sob a mesma). Quando a restauração está em bom estado, a sua remoção poderá ser efetuada se as necessidades estéticas do paciente assim o exigirem.
As restaurações estéticas são tão boas como as restaurações de amálgama?
As restaurações estéticas sempre foram consideradas menos duradouras do que as restaurações de amálgama. Mas agora há novos materiais disponíveis com propriedades comparáveis ao amálgama de prata; e estes vêm se revelando muito bem sucedidos. A expectativa de vida de uma restauração branca pode depender muito de onde ela está na sua boca e da localização da restauração no dente propriamente dito.
Quais os materiais que podem ser utilizados na troca das restaurações dentárias metálicas por estéticas?
Existem, duas possibilidades de materiais. O primeiro é a cerâmica (ou porcelana), o segundo são as resinas compostas. As restaurações dentárias de cerâmica podem ser executadas apenas pelo método indireto, isto é, o cirurgião-dentista prepara o dente, molda, e um técnico de laboratório executa o trabalho sobre um modelo, e após a peça é cimentada pelo dentista. A resina composta tanto pode ser usada pelo método direto, feita diretamente sobre o dente do paciente, em uma única sessão, ou pelo método indireto. A resina composta usada na forma indireta tem uma composição diferente da utilizada na forma direta e é chamada de resina composta de laboratório, podendo também ter a denominação de cerômero.
Qual a indicação dos diferentes tipos de materiais restauradores?
Restaurações em Resina Composta
Nos casos de cáries não muito extensas ou fraturas de dentes anteriores, é possível restaurar esteticamente o dente com resinas compostas, obtendo-se um excelente resultado. São restaurações imediatas, confeccionadas em apenas uma consulta.
Coroas de Porcelana
A coroa é a restauração indicada na reconstrução de alguns dentes com tratamento de canal ou dentes com extensa perda de tecido dentário. Seu preparo envolve o dente em toda a sua extensão, restabelecendo sua dimensão, formato e estética originais. É uma restauração de longa durabilidade que não só apresenta excelente resultado estético, como também um impressionante desempenho funcional.
Inlays de Porcelana
A inlay é uma restauração personalizada, feita em laboratório, que será cimentada definitivamente em seu dente. Sua indicação dá-se nos casos de cavidades mais extensas, onde uma resina composta não restabeleceria a área de contato entre dentes ou não suportaria a força mastigatória, mas, onde não houve a perda de nenhuma cúspide do dente.
Onlay de Porcelana
A restauração onlay difere da anterior por envolver as cúspides dos dentes, porém, não envolve toda a extensão dentária como as coroas. É indicada na maioria dos dentes com tratamento de canal e nos casos de cavidades muito extensas onde houve comprometimento de uma ou mais cúspides dentárias.
Quando se faz a troca das restaurações dentárias, é necessário um desgaste maior do dente?
Não necessariamente. Quando é feita a troca de uma restauração dentária de amálgama por uma de resina composta direta, a cavidade obtida após a retirada do material antigo já é compatível com o novo material restaurador. Contudo, para receber uma restauração indireta, pode ser necessário um desgaste adicional de dente sadio para possibilitar a execução do trabalho.
Como deve ser efetuada a manutenção das restaurações?
Deve-se fazer um controle diário rigoroso da higiene oral. A visita regular ao dentista permitirá uma reavaliação clínica do estado das suas restaurações. As contínuas tensões geradas pelas forças mastigatórias sobre as restaurações podem provocar desgaste, fissuras e fraturas. Quando a restauração fica comprometida, será necessário realizar um reparo ou substituir completamente a mesma.
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O que é retração gengival?
É a perda óssea e o descolamento da gengiva, provocando a exposição da raiz do dente.
O que ocasiona essa retração?
Existem várias causas, como:
Existem sintomas?
As recessões gengivais podem ou não apresentar sintomas, que seriam, especialmente, as sensibilidades aos estímulos térmicos ou mecânicos. Entretanto, o principal sinal em todos os casos é a percepção do deslocamento do tecido gengival em direção à raiz do dente, com exposição da mesma.
Quais as complicações?
A retração gengival, em níveis avançados, pode incorrer em complicações como sensibilidade exagerada; dificuldade de higienização; inflamação; comprometimento estético, tornando os dentes muito alongados ou desproporcionais no arco. Também pode ser desenvolvida alguma cárie cervical porque a superfície radicular é mais mole e mais suscetível à cárie do que o esmalte da coroa do dente.
Tem relação com a idade?
É considerado normal, com o passar dos anos, uma certa retração gengival generalizada e não seguida de dor.
Como é possível preveni-la?
É possível através de um controle adequado da higienização (com escova macia, movimentos corretos e sem excesso de forma) com consultas regulares ao dentista, que deverá identificar outras situações, como as inserções musculares ou freios que estejam aberrantes, mau posicionamento dental, traumas oclusais ou mecânicos de naturezas diversas. Enfim, um exame detalhado da gengiva e do histórico bucal do paciente, associado à correta higienização, é o melhor caminho para se prevenir a ocorrência das retrações gengivais.
Existe tratamento?
O primeiro passo é o correto diagnóstico, que mostra as características da retração em questão. Com a classificação do tipo de retração gengival, pode-se afirmar com segurança o tipo de tratamento. As técnicas mais comuns são as cirúrgicas, conhecidas hoje como terapia de recobrimento radicular, mas os resultados não são totalmente previsíveis e são indicadas quando há absoluta necessidade de estética.
Se não for feita a cirurgia há possibilidade de perder o dente?
A retração por si só não provoca a perda do dente, mas as causas precisam ser eliminadas e não pode haver inflamação.
Talvez você não saiba que tem retração. Agende uma consulta e faça uma avaliação!
Sensibilidade dentária é um problema que afeta 25% da população adulta.
Se após comer ou beber algo quente ou frio, doce ou amargo e ficar com uma sensação dolorosa nos dentes é porque você sofre de sensibilidade nos dentes.
Quais são as causas?
As causas mais comuns de sensibilidade dentária são:
Como previnir ou atenuar a sensibilidade dentária?
Como tratar?
Todo este desconforto pode ser facilmente resolvido com uso diário de flúor, creme dental específico para dentes sensíveis, entre eles Sensodyne, além de tratamento específico no consultório com dessensibilização, restaurações protetoras da retração ou enxertos gengivais. Com tantos recursos o paciente não precisa mais sofrer sem necessidade, nem abrir mão da sua alimentação habitual.
Fique livre da sensibilidade dentária. Agende já uma consulta!
O que são sisos?
Os sisos, popularmente conhecidos por dente do juízo são os últimos dentes a se desenvolver no ser humano. Existem quatro dentes do siso: dois superiores, sendo um direito e um esquerdo, e dois inferiores, também direito e esquerdo. Normalmente desenvolvem-se entre os 16 aos 20 anos.
Porque a maioria das pessoas não tem espaço para o siso?
Os sisos eram, segundo os estudiosos, muito importantes na época em que o homem tinha uma vida selvagem. Hoje, estes dentes estão com tendência a desaparecer, pois os alimentos que comemos, são cada vez mais moles. Além disso, com o início do uso de ferramentas de cortes, feitos de pedras, pelos homens da pré-história, diminuiu bastante a necessidade de cortar os alimentos com os dentes, exigindo uma menor demanda funcional durante o processo de mastigação e gerando com isso, uma diminuição das arcadas dentárias, reduzindo o espaço para os dentes e aumentando o apinhamento.
Quando eu devo procurar o dentista para avaliar meus sisos?
Como medida de prevenção os pacientes, especialmente aqueles em idade juvenil, deveriam realizar exames radiográficos sempre que suspeitassem da possibilidade de retenção destes dentes. É importante que o diagnóstico seja precoce e o estudo da necessidade da remoção destes dentes seja feito na fase em que os mesmos encontrem-se ainda em desenvolvimento. A erupção dos dentes dos sisos ocorre por volta dos 17 aos 20 anos de idade e é exatamente nesta fase que a cirurgia apresenta os melhores resultados. O ideal para remoção do dente do siso é quando cerca de 1/3 da raiz está formada (acompanhamento radiográfico também poderá ser útil para detectar este grau de formação radicular).
Por que às vezes eles não erupcionam?
Porque algumas pessoas não possuem o germe dental do dente do siso, alguns não erupcionam por falta de espaço na arcada dental, ou ainda, pela posição horizontal do dente, o que dificulta a sua irrupção.
O que acontece se o siso ficar dentro do osso?
Se o siso permanecer intraósseo ele pode produzir reabsorções de dentes vizinhos, transtornos dolorosos ao paciente, além de possíveis degenerações (lesões císticas).
Meu dente do siso não nasceu totalmente, só uma parte apareceu e, ele esta doendo bastante principalmente quando eu mastigo. O que pode ser e o que eu faço?
Quando o dente do siso ou outros dentes molares nascem parcialmente, pode ficar um pedaço de tecido gengival cobrindo parcialmente o dente, podendo ocasionar uma inflamação deste tecido (chamada de pericoronarite) causada pela entrada de alimentos, por baixo dele. Também esse problema, pode ser causado, pelo dente do siso antagonista que, por extrusão, acaba “mordendo” esse tecido. Para amenizar o quadro inflamatório o paciente poderá realizar higiene oral rigorosa no local e bochechos com anti-sépticos bucais, mas para resolver o problema, deverá procurar um cirurgião-dentista.
É verdade que o dente do siso empurra os outros dentes, provocando mudanças de posição?
Não se sabe, ainda, ao certo se esses dentes são capazes de “empurrar” os outros, prejudicando o alinhamento conseguido com o tratamento ortodôntico, mas é um risco considerado provável por muitos dentistas. Porém, há casos em que, mesmo que os 4 dentes do siso sejam extraídos, os outros dentes “entortam”. Uma hipótese aceita por muitos dentistas é que a causa disso é um último momento de crescimento da mandíbula, que vem a ocorrer no período de erupção dos dentes do siso (18 a 25 anos), causando desarranjo dos dentes.
É possível tirar os quatro dentes do siso de uma só vez?
Sim. Isso depende da posição dos dentes, do tempo de cirurgia e, principalmente, das condições do paciente.
Se eu extrair o siso inferior, preciso extrair o superior, do mesmo lado, também?
Os dentes do siso, que não possuem apoio nos dentes da arcada oposta a ele, podem extruir (crescer) e distalizar (afastar dos dentes vizinhos), podendo levar a cáries e problemas periodontais, por facilitar a retenção de alimentos. Na maioria das vezes, estes dentes também devem ser removidos, para evitar um problema maior.
Quando é indicada a extração do siso?
A sua extração está indicada na ausência de espaço para a erupção, no posicionamento horizontal do siso, nos quadros de dor e quando se inicia a erupção e esta não se completa, ou seja, há erupção parcial do siso. Quando se faz a extração de um siso, provavelmente terá que ser feita à extração de ambos os sisos do mesmo lado, isto é, do superior e do inferior.
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O que é Tártaro?
Tártaro, também conhecido como cálculo, é a placa bacteriana ou biofilme dental que endurece na superfície dos dentes.
Como se forma o tártaro?
Ele se forma justamente porque o acúmulo de placa bacteriana, que não é removida no processo de higienização e fica aderida ao dente, absorve os sais minerais da saliva (principalmente o Cálcio) e endurece.
É possível ver o tártaro?
Ao contrário da placa bacteriana que é uma película incolor, o tártaro é uma formação mineral facilmente visível, se estiver acima do nível da gengiva. O sinal mais comum é uma cor marrom ou amarela nos dentes na região da margem gengival. Só o dentista pode diagnosticar e remover o tártaro.
Como evitar a formação do tártaro?
A forma mais eficaz de prevenir a formação do tártaro é por meio da realização de uma adequada higiene bucal, escovando os dentes após as refeições e utilizando o fio-dental, além de visitar o dentista regularmente. Depois de formado, só o dentista pode retirar o tártaro dos dentes.
Por que é importante remover o tártaro?
Caso ele não seja removido, as bactérias continuarão a se multiplicar, novos tipos colonizarão o local, e elas desenvolverão um processo inflamatório que dependendo da severidade, pode levar a perda óssea ao redor do dente, prejudicando seu suporte e causando mobilidade, e até, em casos extremos, a perda do dente.
Como se remove o tártaro?
A remoção do tártaro supragengival é feita utilizando-se instrumentos manuais, como os extratores de tártaros. Pode-se também utilizar o ultra-som odontológico e, em seguida, com o auxílio dos instrumentos manuais, realizar a limpeza fina. O tártaro subgengival é removido utilizando-se curetas, sem lesar a gengiva. Nos casos mais severos, a face do epitélio interno da gengiva que fica voltado para o dente pode ser curetado com delicadeza, retirando-se o tecido necrosado.
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Situações de emergência envolvendo a boca e os dentes quase sempre se transformam em experiências dramáticas para pais e crianças. As estatísticas mostram que cerca de 14% das crianças e adolescentes passam, de alguma forma, por essas situações de emergência. Por isso, é importante estar preparado para se ter a atitude correta num momento desses. Apresentaremos, assim, os traumatismos mais comuns e qual a melhor atitude que deve ser tomada em tais circunstâncias.
Cortes e sangramentos
Quando uma criança sofre um traumatismo que provoca corte ou sangramento, deve-se colocar no lugar, sobre o ferimento, uma compressa de gaze ou pano limpo e pressionar bem, para que o sangramento seja controlado. Muitas vezes, é necessário suturar o ferimento, para que a cicatrização se processe de maneira adequada, e, tão logo seja possível, deve-se consultar um dentista.
Os primeiros passos de uma criança
Os acidentes mais comuns que ocorrem na dentição de leite são os que envolvem bebês e crianças que estão aprendendo a andar.
O dente amolece em seu alvéolo ou é deslocado de sua posição original, podendo se deslocar para dentro do alvéolo (intruir) ou descer, dificultando o fechamento da boca.
O dentista deve ser consultado, para que a extensão do dano seja avaliada. Muitas vezes, esse dano é maior do que aparenta ser.
Frequentemente, é preciso radiografar o dente e observar por um período determinado. O dentista deve também orientar os pais sobre os cuidados a serem tomados na área afetada, assim como sobre futuros problemas que poderão comprometer a dentição permanente.
Mudança de cor do dente que sofre traumatismo
É comum ocorrer, após 2 ou 3 dias do acidente, uma mudança de cor, um escurecimento da coroa do dente. Essa mudança pode se perpetuar; nesses casos, quase sempre há perda de vitalidade do dente, e um tratamento de canal se faz necessário.
Nos dentes de leite, nem sempre uma mudança de cor da coroa significa perda da vitalidade e, em muitos casos, a cor poderá retornar, ao seu normal. O dentista deve ser consultado, para ser feito o acompanhamento.
Dente fraturado
É comum a fratura de um ou mais dentes em consequência de um traumatismo. Além disso, muitas vezes, pode ocorrer que o nervo do dente se danifique.
Deve-se sempre consultar o dentista, para que ele possa avaliar a extensão do dano, tratar a fratura e prevenir eventualmente problemas da vitalidade futura do dente.
A melhor maneira de se evitarem fraturas nos dentes é preveni-las; assim, no caso de esportes, como andar de bicicleta, andar de "Skate", basquete, vôlei, jogos de futebol ou "rugby" e outros esportes coletivos, é importante o uso de protetores bucais.
Converse com o seu dentista a respeito.
Perda total de um dente
Em certas circunstâncias, como impactos horizontais, é comum acontecer um deslocamento total do dente.
É essencial que determinadas condutas sejam adotadas imediatamente, para que se aumentem as chances de salvar esse dente.
Se o dente for de leite, a colocação deste de volta em seu lugar não é indicada; a probabilidade de sucesso é mínima.
No caso do dente permanente, o reimplante é indicado.
Para que se obtenha sucesso no reimplante, é necessário:
Fonte: Revista da APCD
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A chupeta tranquiliza o bebê (daí a designação em inglês de "pacifier", pacificador) e na fase inicial é a forma mais fácil de acalmar o bebê. Se um bebê chora é porque lhe falta alguma coisa, sendo importante que os pais percebam que o choro tem inúmeras causas (fome, frio, sono, fralda suja, dor, necessidade de atenção, etc.). É errado tentar adiar a resolução do problema através da chupeta. A literatura apresenta mais efeitos deletérios do que benéficos da chupeta. Ela impede o estabelecimento da mamada e induz ao desmame ao ser oferecida nos momentos em que a criança chora, pois o espaçamento entre as mamadas diminui o estímulo à produção do leite. É responsável pela menor duração do aleitamento materno. Pode provocar asfixia, intoxicações ou alergias e aumenta o risco de cáries, infecções e parasitoses. Causa problemas de dentição e fala principalmente se seu uso se prolongar além dos 3 ou 4 anos. Se, por um lado, alguns relacionam o uso da chupeta à menor incidência da SMSB (Síndrome da Morte Súbita do Lactente), por outro, estudos mostram que a amamentação reduz o risco de morte súbita em 50% e, dessa forma, deve-se pensar melhor antes de sugerir a chupeta como protetora da morte súbita, pois ela também reduz a duração da amamentação. A decisão de introduzir ou não chupeta é da família. Cabe aos profissionais da saúde oferecer aos pais dados sobre os prós e contras da chupeta para que eles tomem uma decisão informada a esse respeito.
Argumentos a favor do uso da chupeta
Argumentos contra o uso da chupeta
Se os pais optarem por usar a chupeta, devem utilizá-la racionalmente:
Como deixar a chupeta?
Se o seu filho usa chupeta permanentemente ou se não conseguir fazê-lo largar a chupeta tão cedo quanto gostaria, tente estas ideias:
Lembre-se de que o seu filho crescerá quando conseguir libertar-se da chupeta.
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